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MPSP se manifesta pela continuidade da prisão de Deolane Bezerra


MPSP defende manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra na Operação Vérnix (Foto: Instagram)

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) defendeu a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra no âmbito da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Gaeco, ainda existem elementos suficientes para manter a influenciadora detida, já que ela teria exercido um papel fundamental no núcleo financeiro da organização.

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O posicionamento foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na quinta-feira (20). De acordo com os promotores, não houve mudanças nas circunstâncias que fundamentaram as medidas judiciais adotadas em maio de 2026, data em que foi deflagrada a operação. Além de Deolane, também figuram na lista de investigados parentes de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

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O documento do MPSP cita Marcola, seu irmão Alejandro Camacho e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, este último foragido ao lado de Paloma. Segundo os promotores, as provas continuam a apontar para a necessidade das prisões preventivas no decorrer das investigações, sem alterações que recomendem a revogação da medida.

A análise da situação prisional de Deolane está agendada para esta sexta-feira (21). A cada 90 dias, por força de lei, as prisões preventivas passam por uma nova avaliação judicial para verificar se ainda existem motivos que justifiquem a custódia. Com o parecer do MPSP pela continuidade, caberá ao juiz responsável determinar se os argumentos apresentados permanecem válidos para manter a influenciadora detida.

Conforme o Gaeco, o grupo investigado se estrutura em três núcleos: o “decisório”, composto por Marcola e Alejandro; o “operacional”, sob a coordenação de Everton e Paloma; e o “financeiro”, integrado por Deolane e Leonardo. No documento, afirma-se que Deolane atuou como principal responsável pela ocultação e dissimulação de valores ilícitos, utilizando contas bancárias ligadas a ela e às suas empresas, além de converter esses recursos em bens de grande valor.

A Operação Vérnix começou em 2019, após agentes penitenciários terem apreendido bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O material trazia detalhes sobre o funcionamento interno do PCC e possíveis planos de ataque a autoridades. Entre as anotações, surgia a menção a uma “mulher da transportadora” que teria coletado endereços de servidores públicos, dados incorporados ao inquérito que levou à deflagração da operação.

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