Magalu faz o “L”, amarga mais de R$ 50 milhões de prejuízo e despenca na bolsa

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O Magazine Luiza voltou a ficar no centro das atenções, mas desta vez não por alguma inovação no varejo ou por uma grande estratégia comercial. A companhia registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 1,8 milhão registrado no mesmo período do ano passado. O resultado negativo ganhou ainda mais repercussão por ocorrer em meio ao debate político que há anos envolve a imagem do grupo.

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A presidente do conselho de administração do Magalu, Luiza Trajano, tornou-se uma figura frequentemente associada a pautas progressistas e, em 2022, chegou a ser apontada como possível nome para compor uma chapa com Luiz Inácio Lula da Silva, uma possibilidade que ela sempre negou. Em 2026, a empresária voltou a afirmar que não é filiada a nenhum partido, embora defenda publicamente diversas causas sociais.

É justamente essa proximidade percebida por parte do público com a agenda política de Lula que faz com que os resultados da empresa sejam frequentemente utilizados nas discussões nas redes sociais. No segundo trimestre, o Ebitda ajustado da companhia ficou em R$ 708,8 milhões, recuo de 2,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida também caiu 2,6%, para R$ 8,9 bilhões.

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O contraste apareceu principalmente entre os canais de venda. Enquanto as lojas físicas cresceram 10,3%, o comércio eletrônico recuou 11,9%. Com o resultado, o Magalu enfrenta novamente a pressão do mercado e das críticas nas redes sociais. Para a empresa, entretanto, o foco está em recuperar o desempenho no segundo semestre, apostando nas grandes datas do varejo, na multicanalidade, nos serviços de seu ecossistema e no uso de inteligência artificial.