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Incêndio destrói galpão, espalha líquido inflamável e danifica 12 veículos em SP


Incêndio destrói galpão e veículos na Vila Andrade sem feridos (Foto: Instagram)

Na madrugada da última sexta-feira (21), um incêndio de grandes proporções destruiu um galpão situado na Rua Coronel Francisco de Oliveira Simões, no bairro da Vila Andrade, zona sul de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas iniciaram-se em um vazamento de compostos químicos de um caminhão ali estacionado, resultando na rápida disseminação do fogo. Ao menos 12 veículos foram completamente consumidos pelas labaredas, enquanto nenhuma pessoa sofreu ferimentos. A cena foi acompanhada por curiosos e moradores que, atraídos pelo clarão e pela fumaça, registraram o incidente.
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Moradores de um condomínio próximo foram despertados pelo forte calor irradiado pelas chamas e pelo som ensurdecedor de alarmes internos. Algumas testemunhas relataram que o barulho das portas metálicas do galpão se abrindo e o estalar de materiais inflamáveis intensificaram o susto. Equipes de resgate e de segurança pública foram acionadas logo após as 4h da manhã, quando as primeiras viaturas chegaram ao local para iniciar as ações de combate ao fogo e realizar o isolamento das vias adjacentes.
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A Polícia Civil investiga em que medida o incêndio pode ter sido provocado intencionalmente. As apurações estão sob responsabilidade do 89° Distrito Policial da região, que já coletou depoimentos de testemunhas e busca imagens de câmeras de monitoramento instaladas em estabelecimentos vizinhos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a motivação criminosa nem identificação de suspeitos, mas a possibilidade de incêndio doloso ainda está sendo considerada pelos delegados.

O Corpo de Bombeiros informou que o fogo teve início em uma área destinada a um ferro-velho no interior do galpão. No local, um caminhão transportava produtos químicos que, ao apresentar vazamento, liberou um líquido altamente inflamável. Esse material escorreu pela rampa de acesso e chegou à rua, onde se espalhou sobre o solo e alcançou os veículos estacionados. Estima-se que a reação química e a concentração do líquido aceleraram a propagação das chamas.

As chamas consumiram cerca de 150 metros quadrados da construção antes de serem debeladas. Três viaturas do Corpo de Bombeiros e cerca de 15 militares trabalharam com água e espuma para conter o fogo, que foi finalmente controlado às 6h50. O uso de equipamentos de proteção e a adoção de estratégias de resfriamento impediram que o incêndio gerasse vítimas, mas o intenso calor causou danos estruturais ao galpão e deixou o entorno comprometido pela fuligem.

Com o avanço das investigações, peritos da Polícia Civil e técnicos do Instituto de Criminalística devem avaliar as causas exatas do incêndio, incluindo análise de resquícios químicos e pontos de origem. Caso fique comprovado o caráter intencional, os responsáveis poderão responder por incêndio doloso e danos agravados ao patrimônio. Enquanto isso, proprietários dos veículos destruídos iniciam os procedimentos para acionar seguradoras e buscar ressarcimento pelos prejuízos causados.

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