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Advogado filmado agredindo a filha atribui violência a álcool e episódios de depressão


Advogado é preso por agredir filha de 6 anos em elevador na Zona Norte de SP (Foto: Instagram)

Um advogado de 44 anos, flagrado puxando o cabelo e sacudindo a filha de seis anos dentro de um elevador de um prédio na zona norte de São Paulo, afirmou à Polícia Civil que estava sob efeito de álcool e passando por um quadro de depressão no momento da agressão. Ele foi autuado em flagrante por maus-tratos após as imagens serem analisadas pelas autoridades.
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Em depoimento, o defensor declarou que o consumo de bebida alcoólica e o estado depressivo teriam motivado seu comportamento. Segundo a versão apresentada, esses fatores não o isentam de responsabilidades, mas teriam contribuído para a reação contra a própria filha, captada pelas câmeras de segurança.
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Após prestar o depoimento na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher, o advogado deixou o local sob escolta policial. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre o destino para onde ele foi conduzido em seguida. Ele ainda irá cumprir os trâmites legais, como a audiência de custódia.

As imagens exibem o homem sacudindo a criança por vários segundos, puxando seus cabelos e lançando ao chão um par de tênis que a menina segurava. A agressão durou mais de 30 segundos, apenas cessando quando o elevador chegou ao andar onde residia a família.

Funcionários do condomínio, monitorando o circuito interno de câmeras, acionaram a Polícia Militar ao perceberem a violência. A mãe da menina, ao tentar intervir e proteger a filha, também sofreu agressões. No momento da chegada dos agentes, o advogado se trancou em um dos quartos do apartamento e recusou-se a sair, exigindo a presença do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) para a negociação.

Na delegacia, o suspeito relatou ter ficado desesperado ao saber que a filha não estava onde ele esperava encontrá-la no edifício e admitiu ter sido “ríspido” com a criança. A menina tinha ido visitar uma colega que mora no mesmo prédio. Examinada pelo Corpo de Bombeiros, não apresentou ferimentos aparentes, mas isso não impede a continuidade das investigações. O advogado permanece sob investigação da 4ª Delegacia de Defesa da Mulher, com sua identidade preservada para proteger a vítima.

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