
Tarcísio de Freitas em sabatina na CBN (Foto: Instagram)
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu que a taxa de letalidade policial no estado é elevada, mas ressaltou que, em termos proporcionais, o índice ainda fica abaixo de outros locais, como Ceará, Bahia, Pará e Goiás.
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A declaração foi dada nesta quinta-feira (20) durante sabatina promovida pela rádio CBN em parceria com os jornais O Globo e Valor Econômico. Tarcísio afirmou que, embora considere o número de mortes resultantes de ações policiais alto, é preciso avaliar o contexto geral das operações de segurança pública.
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Durante o encontro com jornalistas, o político enfatizou que o objetivo não é promover confronto nem ver pessoas perdendo a vida, mas garantir a proteção dos agentes em serviço. “Não queremos as pessoas morrendo; agora, também não podemos deixar que o policial fique em risco”, declarou.
Tarcísio de Freitas acrescentou que a letalidade deve ser considerada em relação ao volume de abordagens e procedimentos realizados diariamente pelas polícias no estado, indicando que o total de operações é bastante expressivo comparado a muitos outros locais do país.
Sobre o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar, o governador lembrou que já reconheceu seus equívocos e disse ter feito “mea-culpa” diversas vezes. Em 2022, ele se posicionou contra a obrigatoriedade do equipamento, mas admitiu ter mudado de entendimento após análise das necessidades operacionais.
Perguntado sobre o critério de acionamento dessas câmeras, Tarcísio defendeu que o sistema de monitoramento da PM paulista está alinhado às práticas internacionais. Ele também enalteceu o trabalho do ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, atribuindo a ele a melhora de diversos indicadores de violência no estado. A saída de Derrite, hoje candidato ao Senado pelo PP, foi justificada pelo calendário eleitoral: ele precisou se desincompatibilizar para concorrer.
