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Agiota é detido após dívida de R$ 30 mil alcançar valor milionário


Suspeito de agiotagem é conduzido à 24ª DP no Catumbi (Foto: Instagram)

Um homem suspeito de operar como agiota foi preso no dia 19 de fevereiro, no bairro do Catumbi, na Zona Norte do Rio de Janeiro, depois de uma investigação da Polícia Civil. Conforme as apurações, ele emprestava quantias a terceiros e cobrava juros considerados abusivos, além de usar ameaças para forçar o pagamento das dívidas.

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De acordo com os agentes, o suspeito não se limitava à cobrança de juros elevados: também submetia os devedores a situações constrangedoras e pressões psicológicas. Entre os métodos, estavam visitas frequentes às casas das vítimas, intimidações verbais e insinuações de que poderia promover violência física contra quem não quitasse o débito.

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As investigações revelaram um caso em que a vítima tomou R$ 30 mil emprestados e, em cerca de um ano, viu o valor chegar a R$ 1,3 milhão. O crescimento dramático da dívida foi justificado pelo acusado como resultado de aplicações de juros compostos sobre o montante inicial.

Segundo a delegada Natacha Alves, o suspeito utilizava agressões verbais para intimidar os devedores. Ele teria afirmado possuir comparsas prontos para atentar contra a integridade física das vítimas. Em alguns episódios, chegou a reter bens pessoais e propriedades como garantia de pagamento.

Durante o depoimento, o investigado admitiu emprestar dinheiro com juros e revelou que mantinha o que chamou de “aplicações” junto a diversas pessoas. No entanto, ele negou as denúncias de práticas violentas e assegurou não ter ameaçado nem constrangido financeiramente aqueles que o procuravam.

Ainda segundo a Polícia Civil, o acusado já respondia a inquéritos por tráfico de drogas, extorsão, ameaça e lesão corporal. Havia ainda uma acusação de estupro registrada pelo próprio filho. A prisão foi realizada graças ao trabalho de inteligência da 24ª DP (Piedade), enquanto a 37ª DP conduz as investigações sobre o esquema de agiotagem. As autoridades seguem ouvindo testemunhas e buscando outras possíveis vítimas.

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