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Haddad retoma defesa de câmeras corporais na polícia e faz críticas a Tarcísio


Na sabatina da CBN, Haddad reforça uso de câmeras corporais para transparência policial (Foto: Instagram)

Durante sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico, o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, reforçou a necessidade de ampliar o uso de câmeras corporais pelos policiais. Para o petista, o equipamento traz mais transparência às operações e aperfeiçoa a segurança pública no estado, além de funcionar como instrumento de controle das ações dos agentes.

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Haddad acusou o governador Tarcísio de adotar um “ziguezague” de posicionamentos sobre o tema e de ajustar o discurso segundo a audiência. Segundo ele, o atual chefe do Executivo injetou R$ 600 milhões no programa Muralha Paulista sem resultados concretos. Em contrapartida, existe tecnologia aprovada que poderia ser implantada de imediato para monitorar efetivamente as atividades das forças de segurança.

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O petista lembrou que, no governo de Tarcísio, a letalidade policial subiu 80%, com aumento de mortes de agentes em serviço e fora dele, inclusive por suicídio. Ele citou editorial de jornal que defende o retorno das câmeras e destacou que apoia a iniciativa desde 2022 como forma de reduzir abusos e garantir mais responsabilidade ao policiamento.

Além da adoção dos equipamentos, Haddad defendeu a criação de uma agência estadual de segurança, presidida pelo governador, mas com cadeiras reservadas à Receita Federal, ao Ministério Público e à Polícia Federal. Na visão dele, a troca de informações entre esses órgãos é essencial para potencializar o enfrentamento ao crime organizado e otimizar as investigações.

Como exemplo de eficiência, o ex-ministro citou a Operação Carbono Oculto, considerada por ele “a melhor experiência” de combate ao crime organizado, justamente por reunir dados e esforços de diferentes instituições em uma única ação coordenada.

Na conclusão de sua intervenção, Haddad ressaltou a importância de uma decisão firme e transparente. “Tem que tomar decisão de ser transparente”, afirmou, defendendo que o governo não alie sua postura a grupos distintos e mantenha compromisso aberto com a sociedade em relação às políticas de segurança.

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