
Donald Trump durante entrevista à Fox News, onde alertou Omã sobre possível ataque se interferir no Estreito de Ormuz. (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta segunda-feira (17) que ordenaria ataques a Omã se o país “se intrometer” nos esforços de Washington para controlar o tráfego no Estreito de Ormuz. Mais cedo, Teerã anunciou ter firmado um acordo com o governo de Mascate, visando permitir a retomada da passagem de navios pela via marítima estratégica. A declaração de Trump aumenta a tensão na região justamente quando se discute um retorno seguro ao fluxo comercial pela importante rota petrolífera.
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Em entrevista à Fox News, cujos trechos foram exibidos por um repórter da emissora, Trump afirmou que os EUA mantêm um canal de comunicação sigiloso com autoridades do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). O presidente ressaltou que, embora existisse um cessar-fogo, seu término “não importa”, pois, segundo ele, o Irã não cumpriu as condições previamente acordadas.
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Ao comentar sobre um possível acordo nuclear com o Irã, o republicano declarou: “Não tenho pressa”, indicando que pretende manter uma posição cautelosa e firme durante as negociações. A afirmação reforça a estratégia de Washington de pressionar Teerã sem abrir mão de ter papel central nas decisões relacionadas ao Oriente Médio.
O presidente também abordou o conflito entre Israel e Palestina, afirmando que o governo israelense não deveria continuar os ataques à Faixa de Gaza. No mesmo dia, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reuniu-se com Jared Kushner, genro de Trump e enviado especial para o Oriente Médio, em busca de apoio a um roteiro de trégua que viabilize a cessação dos confrontos na região.
