
Prateleiras de supermercado exibindo laticínios e outros alimentos enquanto funcionária organiza produtos. (Foto: Instagram)
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas apresentou queda de 0,39% na segunda quadrissemana de agosto, fechada em 17, depois de uma retração de 0,05% na primeira prévia do mês. Apesar dessa desaceleração mensal, o indicador registra alta acumulada de 3,91% nos últimos 12 meses, refletindo variações nos custos de bens e serviços que impactam diretamente o bolso do consumidor.
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Dos oito grupos que compõem o IPC-S, três registraram alívio na variação: Habitação, que saiu de aumento de 0,41% para recuo de 1,29%; Educação, Leitura e Recreação, de alta de 0,50% para queda de 0,13%; e Comunicação, de leve alta de 0,05% para recuo de 0,80%. Por outro lado, cinco segmentos passaram a pressionar mais o índice, com Despesas Diversas indo de 0,70% para 1,65%, Saúde e Cuidados Pessoais de 0,13% para 0,20%, Transportes de -0,39% para -0,26%, Vestuário de -1,49% para -1,29% e Alimentação de -0,52% para -0,36%.
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Entre os itens que mais contribuíram para puxar o IPC-S para baixo, destacam-se a tarifa de eletricidade residencial, cujo índice passou de alta de 0,70% para queda de 8,00%; o tomate, de -28,79% para -27,75%; a batata-inglesa, de -23,98% para -27,71%; a gasolina, de -1,28% para -1,11%; e a passagem aérea, de alta de 5,08% para recuo de 2,63%.
Em sentido oposto, exerceram pressão de alta sobre o índice o valor dos cigarros, que saltou de 6,15% para 13,90%; o plano e seguro de saúde, praticamente estável (de 0,47% para 0,46%); o mamão papaya, de 8,09% para 9,58%; o leite tipo longa vida, de 2,81% para 2,30%; e o seguro facultativo para veículo, que passou de recuo de 0,31% para avanço de 1,71%.
Apesar do recuo registrado nesta segunda quadrissemana, o IPC-S da FGV acumula alta de 3,91% em 12 meses e mantém-se como importante termômetro da inflação de curto prazo, indicando oscilações nos preços que afetam diretamente o orçamento das famílias brasileiras.








