
Alckmin defende disciplina fiscal e alerta para ‘pautas-bomba’ contra o cidadão (Foto: Instagram)
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (17) que as pautas-bomba não têm o governo como alvo direto, mas acabam penalizando o próprio cidadão. Ele defendeu a necessidade de disciplina fiscal e ressaltou que a proteção da população requer o comprometimento dos três poderes.
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Alckmin destacou que o equilíbrio das contas públicas não é atribuição exclusiva do Executivo. Em participação na conferência anual do Santander, ele lembrou que decisões do Judiciário e do Legislativo também geram impacto econômico relevante. “Isso não depende só do Executivo. Tem decisões do Judiciário, com impacto econômico, e tem decisões do Legislativo”, declarou o vice-presidente ao ressaltar a importância do diálogo entre os poderes.
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Para enfrentar a escalada da dívida pública, Alckmin apontou que o país precisa retornar aos superávits primários. Ele avaliou que só com resultado positivo antes do pagamento de juros será possível segurar o avanço do endividamento. O vice-presidente voltou a enfatizar o desafio de retomar esse desempenho fiscal e manter a estabilidade das contas.
Na visão de Alckmin, há um único caminho para chegar ao equilíbrio: criar e fortalecer uma cultura de combate a privilégios e desperdícios. Segundo ele, é fundamental que a sociedade cobre de forma mais intensa os três poderes, evitando excessos orçamentários e despesas desnecessárias.
O vice-presidente explicou ainda que as chamadas pautas-bomba são aquelas propostas que aumentam despesas ou diminuem a arrecadação sem fonte de compensação. “Não tem pauta-bomba contra o governo. Ela é contra o povo. A população, na realidade, acaba pagando”, reforçou Alckmin, alertando para as consequências que essas medidas trazem à vida dos brasileiros.








