
Foragidos da chacina em Formosa (GO) gravam vídeo alegando legítima defesa (Foto: Instagram)
Um dos foragidos da chacina que resultou na morte de quatro homens dentro de uma caminhonete em Formosa (GO) gravou um vídeo em que alega legítima defesa após suposta cobrança de dívida de R$ 250 mil. A Polícia Civil contesta essa versão e investiga a participação de cada suspeito no episódio. O pai do principal envolvido, um policial militar da reserva, já foi preso, enquanto outros dois permanecem foragidos.
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No depoimento em vídeo, Mauricio Correa Silvério da Silva sustenta que ele, o pai e um terceiro integrante reagiram porque as vítimas teriam ido até a casa da família na terça-feira (11), no Setor Parque Lago, no Entorno do Distrito Federal, para cobrar a dívida. Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira (Tarobá) e Luiz Antônio Rodrigues (Nego) foram encontrados mortos a tiros dentro da caminhonete. Segundo o relato de Mauricio, os quatro homens abriram fogo contra a residência antes de serem alvejados.
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Mauricio afirma que o grupo morto pertencia a uma facção criminosa de São Paulo e que estava perseguindo seus familiares por causa do débito milionário. “Meu pai revidou, eu revidei, o Rodrigo revidou”, diz ele na gravação, em que detalha a sequência de disparos e justifica a ação como medida de proteção. Ainda segundo o suspeito, a atmosfera era de tensão, com ameaças diretas de execução contra quem estivesse dentro da residência.
A Polícia Civil de Goiás, porém, não considera a gravação como prova definitiva de legítima defesa. O delegado José Antônio Sena, responsável pelas investigações, classifica o vídeo como uma tentativa de influenciar o curso das apurações e formular uma narrativa favorável aos suspeitos. As equipes trabalham com perícias balísticas, análise de local de crime e depoimentos de testemunhas para confrontar as versões apresentadas.
Matusalém Silvério da Silva, pai de Mauricio e policial militar da reserva, também fez um vídeo afirmando ter reagido aos ataques para proteger o filho depois de receber uma ligação informando que ele estava sendo seguido. Matusalém se entregou à Polícia Civil na sexta-feira (14), na delegacia de São Luís de Montes Belos, em Goiás, e foi detido sob a acusação de envolvimento nas quatro mortes.
Dois suspeitos continuam foragidos, entre eles Rodrigo Anderson Barbosa, que foi apontado por Mauricio como o terceiro homem que “revidou”. As autoridades emitiram mandados de prisão e intensificaram as buscas. Enquanto isso, Mauricio permanece procurado após ter se apresentado em outra delegacia sem mandado de prisão e sido liberado temporariamente. A investigação prossegue para esclarecer a dinâmica dos disparos, confirmar a autoria de cada ação e verificar se a legítima defesa é consistente com as provas colhidas.








