
Executivo Ivo Kos é preso em SP por suposta violência doméstica (Foto: Instagram)
O mercado financeiro de São Paulo está em choque com a prisão em flagrante de Ivo Kos, executivo com mais de 20 anos de experiência na área de capitais. Na noite de sexta-feira (14), a cirurgiã-dentista Giullia Kos acionou a polícia após alegar ter sido vítima de agressões por parte do marido. Acionada via denúncia, a equipe policial encontrou indícios suficientes para efetuar a detenção imediata de Ivo Kos em sua residência na capital paulista.
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De acordo com o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, o casal envolveu-se em um desentendimento logo depois de sair de um jantar acompanhado por um casal de clientes de Ivo. Ainda dentro do veículo, Giullia relatou que recebeu socos e teve a mão atingida por objetos que estavam ao alcance do executivo. Ao chegarem em casa, a cirurgiã-dentista afirmou que as agressões prosseguiram no hall de entrada e então no interior do imóvel, momento em que ela pediu socorro às autoridades.
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Profissional ativo desde meados da década de 2000, Ivo Kos construiu reputação sólida no ambiente financeiro paulistano. Segundo perfil no LinkedIn, ele suspendeu suas atividades em setembro de 2025, mas permanece como sócio da Virgo Holding — atualmente chamada Felk Participações. Investigações anteriores também chegaram a atribuir a ele suspeitas de uso indevido de recursos de fundos de reserva da própria empresa, ainda que nenhum processo tenha sido concluído até o momento.
A ocorrência policial traz à tona detalhes cruéis: conforme depoimento de Giullia, a disputa inicial começou com palavras fortes dentro do automóvel. A dentista afirmou que, além dos golpes, foi retirada à força do carro por Ivo — com apoio de um segurança — e teve o braço ferido por um taco de beisebol dentro de casa. Ela relatou também ter sido ameaçada com um taser, o que intensificou seu temor e motivou a formalização da denúncia.
Em contraponto, Ivo apresentou versão distinta à autoridade policial. Ele negou ter agredido a esposa enquanto estavam no veículo e afirmou que as agressões partiram de Giullia após comentários feitos durante o jantar. Também confessou ter retirado o celular da mulher para impedir que ela chamasse a polícia, admitiu um único soco após ela ter descido do carro, mas refutou as acusações sobre uso do taco de beisebol e das ameaças de morte.
O caso segue tramitando na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo. Giullia registrou pedido de medida protetiva e relatou agressões anteriores que não haviam deixado marcas tão visíveis quanto as deste episódio. A defesa de Ivo Kos informou ao Metrópoles que não vai se pronunciar, mas o espaço segue aberto para eventuais manifestações futuras.
