
Fiscalização flagra ligação clandestina de energia em ferro-velho no Guarujá (Foto: Instagram)
A fiscalização em ferros-velhos de Guarujá, no litoral de São Paulo, levou à autuação de três estabelecimentos. O alvo principal eram crimes de receptação, mas foram flagrados furtos de energia elétrica e ligações clandestinas de água. A operação foi realizada na sexta-feira (14) e ocorreu em diversos pontos da cidade, concentrando-se nos bairros Jardim Boa Esperança, Jardim Santense e na comunidade do Chaparral.
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De acordo com a prefeitura, não foram encontrados objetos frutos de receptação nos locais vistoriados. Mesmo assim, um dos ferros-velhos foi autuado por desvio de energia, enquanto outro apresentava ligação irregular de água potável. O terceiro estabelecimento recebeu multas por operar com alvará de funcionamento vencido. Os proprietários foram levados à delegacia e permaneceram à disposição das autoridades.
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A operação contou com a participação da Guarda Municipal e das polícias Militar e Civil, além de fiscais municipais e técnicos das concessionárias de serviços públicos. Essa parceria reforçou o caráter fiscalizatório da ação e buscou coibir atividades ilegais que colocam em risco a segurança e a saúde da população local. A coordenação das equipes garantiu uma atuação integrada e eficiente.
Segundo a Associação das Distribuidoras de Energia Elétrica, o Brasil registrou, em 2024, um desvio superior a 22,5 bilhões de kWh por furtos e fraudes. Esse volume corresponde a quase o dobro da capacidade de geração da usina de Belo Monte, a segunda maior do país, e seria suficiente para abastecer toda a Região Sudeste por um mês inteiro, segundo estimativas do setor elétrico.
O furto de energia elétrica e a ligação clandestina de água impactam não só as concessionárias, mas também os consumidores, pois sobrecarregam a infraestrutura. Esse tipo de prática aumenta o risco de incêndios, provoca oscilações e interrupções no fornecimento, principalmente em períodos de demanda elevada, como no verão, quando o uso de ar-condicionado e sistemas de refrigeração se intensifica na região.
No Código Penal, o furto de energia configura crime previsto no artigo 155, com pena que pode chegar a oito anos de reclusão, além de multa. As ligações clandestinas de água, por sua vez, podem ser enquadradas em crime contra as relações de consumo e contra o patrimônio público, dependendo do caso. Autoridades recomendam que denúncias sejam feitas de forma anônima e segura, por meio de canais oficiais.
A operação em Guarujá demonstra o empenho das autoridades em combater práticas que lesam o erário e colocam em risco a população. Ao identificar irregularidades em ferros-velhos, o município reforça o controle sobre estabelecimentos que, além de potencialmente receptarem produtos ilícitos, podem contribuir para a degradação de serviços públicos essenciais. A continuidade dessas ações é considerada fundamental para a segurança e o ordenamento local.
