
Jeorgia Karolina Teixeira da Silva e Maycon Milagre da Cruz deixam o Fórum de Vila Velha após condenação (Foto: Instagram)
Jeorgia Karolina Teixeira da Silva e Maycon Milagre da Cruz receberam sentença de 25 anos, três meses e nove dias de reclusão cada um pela morte do filho, Jorge, de apenas 2 anos, ocorrida em 4 de julho de 2022. O julgamento, realizado no Fórum de Vila Velha, durou três dias e apurou o crime de homicídio por omissão, com agravantes de meio cruel e vulnerabilidade da vítima.
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Durante o júri popular, os réus foram absolvidos da acusação de estupro de vulnerável, após o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) reconhecer incertezas sobre a origem das lesões encontradas no menino. A pena foi majorada devido ao vínculo parental e à tenra idade da criança, conforme pedido do MPES.
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Na madrugada de 4 de julho de 2022, a mãe levou Jorge ao Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, alegando que a criança apresentava sintomas de pneumonia. Durante os exames de rotina, a equipe médica identificou diversas lesões que levanta- ram suspeitas de maus-tratos, o que deu início à investigação sobre a causa real do adoecimento.
Após o falecimento de Jorge no hospital, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias da morte. De acordo com a Polícia Civil, Jeorgia e Maycon tentaram conduzir o corpo direto a uma funerária, alegando desnecessidade de autópsia, o que suscitou ainda mais dúvidas sobre a conduta dos pais.
O laudo do IML apontou que a causa da morte foi “choque séptico e peritonite, em decorrência da perfuração do reto e do ânus por trauma contuso anal”, descartando a pneumonia indicada pela mãe. Esses achados deram origem à denúncia inicial de violência sexual, mas, no julgamento, as provas ligadas a esse aspecto foram questionadas, resultando na exclusão dessa imputação pelo MPES.
A defesa de Jeorgia, conduzida pelo advogado Lucas Kaiser Costa, buscou demonstrar que a cliente era uma mãe preocupada que procurou atendimento médico para o filho, esperando sua absolvição das acusações. Costa ressaltou a complexidade do processo, que se estendeu por quatro anos e contou com mais de 20 depoimentos. O advogado de Maycon não foi localizado para comentar a decisão.
