Site icon Jetss BR

Médica que matou os três filhos investigou alucinações e suicídio antes do crime


Ré em tribunal em Massachusetts ouve debate sobre sua saúde mental antes da morte dos filhos (Foto: Instagram)

Durante o julgamento em Massachusetts, nos Estados Unidos, registros do celular da médica Lindsay Clancy mostraram que ela buscou informações sobre alucinações, psicose e métodos de suicídio nas semanas que antecederam a morte dos três filhos. Esses dados foram apresentados pela acusação e pela defesa para avaliar o estado mental da ré antes do crime.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Lindsay Clancy é acusada de matar Callan, Dawson e Cora — de 5 anos, 3 anos e 8 meses — na casa da família em Duxbury. O pai das crianças, Patrick Clancy, encontrou os corpos no porão em janeiro de 2023. Em seguida, a médica teria se atirado de uma janela do segundo andar, ficando paraplégica após a queda.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A defesa de Lindsay sustenta que ela sofreu psicose pós-parto e transtorno bipolar, usando as buscas por termos como “insônia”, “depressão pós-parto” e “efeitos de medicamentos psiquiátricos” como evidência. Segundo os advogados, as pesquisas ocorreram principalmente entre o fim de dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Um psiquiatra forense atestou esses diagnósticos após avaliar a médica.

Por outro lado, a promotoria afirma que o crime foi premeditado. Conforme a acusação, em 24 de janeiro de 2023, Lindsay enviou o marido para buscar comida e ir a uma farmácia, criando uma oportunidade para ficar sozinha com as crianças. Os três teriam sido estrangulados com faixas de exercício físico.

Documentos do tribunal revelam também um texto que Lindsay escreveu em outubro de 2022, no qual expressava dúvidas sobre sua capacidade de cuidar dos filhos e temia prejudicar o desenvolvimento deles. Naquele período, a caçula tinha apenas oito meses de idade, o que reforçaria, segundo a defesa, o agravamento de sua saúde mental.

Os advogados acrescentam que Lindsay procurou psicólogos, recorreu a uma linha de prevenção de suicídio, utilizou medicamentos sob prescrição e chegou a ser internada em um hospital psiquiátrico. Esse conjunto de ações serviria para demonstrar que ela buscou ajuda antes do desfecho trágico.

Em contrapartida, a acusação aponta que a médica tinha acesso aos tratamentos, mas, em várias ocasiões, teria interrompido remédios ou deixado de seguir orientações médicas. Profissionais que a atenderam devem depor afirmando que não houve indícios claros de psicose ou mania e que ela não relatou intenção de ferir os filhos.

O desfecho do julgamento definirá não só se Lindsay Clancy foi responsável pelas mortes, mas também se possuía condições mentais para responder criminalmente. Caso seja considerada culpada, poderá cumprir prisão perpétua sem chance de liberdade condicional. Se for reconhecida como incapaz por doença mental, pode ser encaminhada a uma instituição psiquiátrica estadual.

Exit mobile version