
Posto de combustíveis em São José do Rio Preto onde ocorreu a detenção após ofensas racistas. (Foto: Instagram)
Um homem de 40 anos foi detido em flagrante nesta sexta-feira (14) em São José do Rio Preto (SP) após proferir ofensas racistas e xenofóbicas contra um frentista venezuelano em um posto de combustíveis da cidade. O suspeito, que estava visivelmente alterado, insultou a vítima e disse que ela deveria “voltar ao seu país”. A Polícia Militar foi acionada e realizou a prisão imediata do indivíduo, que não resistiu à abordagem.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o crime ocorreu no bairro Vila Santa Cruz por volta das 20h de sexta-feira. O homem chegou ao posto acompanhado de um cachorro e, ao interagir com os funcionários, iniciou um atrito verbal. Testemunhas relataram que ele parecia irritado e passou a proferir palavras de baixo calão contra o frentista, que atuava normalmente no atendimento aos motoristas.
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Durante a confusão, o agressor se dirigiu diretamente ao frentista chamando-o de “macaco” e “chimpanzé” e ordenou que ele retornasse à Venezuela. Essas expressões configuram crime de injúria racial, previsto no Código Penal brasileiro, que não admite fiança quando se trata de motivação discriminatória. A vítima, apesar do abalo emocional, não sofreu lesões físicas.
Quando a equipe da Polícia Militar chegou ao local, o acusado manteve atitude desafiadora e se recusou a cumprir as determinações dos agentes. Foi necessária a utilização de força moderada para contê-lo e colocá-lo em algemas. Não houve intercorrências graves durante a ação dos militares, que agiram conforme o protocolo de segurança.
Em seguida, o homem foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica obrigatória e, após receber alta, foi conduzido à Central de Flagrantes de Rio Preto. Lá, foi formalizado o registro do boletim de ocorrência, que classificou o caso como injúria racial, desacato a autoridade e resistência à prisão.
O suspeito permanece detido e responderá pelos crimes imputados. A injúria racial no Brasil é considerada crime inafiançável, o que impede sua liberação mediante pagamento de fiança. Agora, o caso segue sob análise da Justiça para definição das próximas etapas processuais.








