Site icon Jetss BR

CBV implementa diretriz do COI e pode barrar Tifanny na Superliga Feminina


Tifanny Abreu em ação pelo Osasco (Foto: Instagram)

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) publicou, na sexta-feira (14), sua nova política de elegibilidade para competições femininas e anunciou critérios que podem inviabilizar a participação de Tifanny Abreu na Superliga Feminina. A mudança segue orientações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e altera a forma de comprovação de aptidão das atletas para defenderem equipes nacionais.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

A regra estabelece que só poderão competir nos torneios femininos aquelas atletas que comprovem ter nascido com sexo biológico feminino. Para isso, a CBV adotou testes de triagem do gene SRY, com exceções apenas em “condições excepcionais previstas na política da entidade”. A medida está alinhada às diretrizes da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol, afirmou que “a coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa”. Já Radamés Lattari, presidente da CBV, defendeu que “a decisão alinha nossos campeonatos às competições internacionais”, ressaltando a necessidade de padronização dos regulamentos de elegibilidade.

Na última edição da Superliga, Tifanny Abreu, de 41 anos, do Osasco, foi a única jogadora transexual a disputar a temporada. Ela concluiu sua transição em 2017, com autorização da FIVB, passou por clubes italianos e retornou ao Brasil para atuar inicialmente no Sesi Bauru, chegando ao Osasco em 2021. Em sua trajetória, conquistou um título da Superliga, quatro Campeonatos Paulistas, além de um vice da competição Sul-Americana e o terceiro lugar no Mundial de Clubes.

Com a nova política valendo já na temporada 2026/2027, Tifanny corre risco de ter sua inscrição negada por não atender aos critérios de sexo biológico exigidos. O Osasco, em nota oficial, repudiou a decisão e criticou o fato de o regulamento ter sido editado sem consulta prévia à equipe paulista. “O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história”, destacou a diretoria.

Além da Superliga Feminina, a política de elegibilidade passará a vigorar também na Supercopa 2026, na Copa Brasil 2027, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto) e no CBVP Challenger 2027, promovendo uniformidade nos critérios de participação em todas as competições oficiais da CBV.

Exit mobile version