
Fachada iluminada de loja Casas Bahia prestes a ser fechada (Foto: Instagram)
A Casas Bahia anunciou no dia 15 de agosto o encerramento de 298 lojas e a demissão de cerca de 1,9 mil colaboradores entre os dias 13 e 14 de agosto. A decisão representa uma das maiores reduções da história da rede e faz parte de um amplo processo de reestruturação financeira após sucessivos prejuízos nos trimestres recentes. Conforme balanços internos, a medida visa ajustar custos fixos e recuperar a saúde financeira do grupo.
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Conforme informações do Valor Econômico, os 298 pontos fechados correspondem a 28,7% de toda a rede, que operava com pouco mais de mil unidades. A rede havia registrado 1.064 lojas em 2024 e 1.078 em 2023, e agora passa a atuar com aproximadamente 744 estabelecimentos. Esse movimento reforça a estratégia de concentrar esforços em locais com maior desempenho de vendas.
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Do total de dispensas, cerca de 600 funcionários foram desligados na quinta-feira (13), e entre 1,3 mil e 1,4 mil demissões estão previstas para sexta-feira (14). Analistas estimam que, somando todas as unidades afetadas, o número de desligamentos pode ultrapassar a marca de 3 mil trabalhadores, considerando ajustes operacionais adicionais nas semanas seguintes.
Nos últimos 12 meses, a empresa já havia fechado 26 lojas: 12 unidades da marca Casas Bahia e 14 do Ponto Frio. Em dezembro de 2025, a rede contava com 1.042 pontos de venda, contra 1.064 em 2024 e 1.078 em 2023. A companhia enfrenta pressão por resultados melhores e tem priorizado a seleção de lojas com maior rentabilidade.
No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou um prejuízo de cerca de 1,1 bilhão de reais, valor que representa o dobro das perdas apuradas no mesmo período do ano anterior. Em 2025, a rede acumulou prejuízo líquido próximo a 3 bilhões de reais. Para melhorar o fluxo de caixa, foram negociados prazos maiores de pagamento a fornecedores e revisões nos acordos de repasse de vendas do marketplace.
A estratégia de recuperação inclui o fortalecimento do canal digital, onde as vendas de produtos próprios cresceram 26% no primeiro trimestre, enquanto as lojas físicas registraram queda de 1,8%. A receita bruta consolidada nesse período alcançou 8,8 bilhões de reais, com margem bruta de 30,3%. Em 2024, a empresa entrou em recuperação extrajudicial para gerir cerca de 4 bilhões de reais em dívidas, convertendo 1,56 bilhão em títulos da segunda série e reperfilando 1,67 bilhão da primeira série. O balanço do segundo trimestre, adiado de 12 para 14 de agosto, será apresentado em teleconferência com analistas na segunda-feira (10).








