
Delegacia de Polícia Civil de Pirapozinho após operação envolvendo jovem de 19 anos (Foto: Instagram)
Um jovem de 19 anos, morador de Pirapozinho, no interior de São Paulo, acabou tendo a casa vistoriada pela Polícia Civil após divulgar nas redes sociais um evento intitulado “Cheira Pó”. A proposta, marcada para o próximo sábado, dia 15 de agosto, consistia em uma competição de consumo de substâncias inalantes. A simples postagem gerou repercussão imediata e culminou em uma ação policial que resultou na apreensão de entorpecentes.
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No dia 14 de agosto, investigadores da Delegacia de Pirapozinho cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do rapaz, como parte de um inquérito sobre tráfico de drogas e atividades associadas. Segundo a Polícia Civil, o objetivo inicial do procedimento era apurar se o jovem planejava comercializar substâncias ilícitas no dia do suposto campeonato. A operação transcorreu sem confrontos e com a colaboração do morador.
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De acordo com o convite publicado, a competição seria realizada na tarde de 15 de agosto, às 15h, em um endereço de Pirapozinho divulgado pelo próprio organizador. A divulgação detalhava regras e premiações simbólicas, mas o tom de desafio acabou sendo interpretado como incentivo ao uso de drogas. A Polícia Civil, alerta a manifestações desse tipo nas redes, considerou a chamada um indicativo de infração penal.
Ao perceber a chegada dos agentes, o jovem admitiu possuir certa quantidade de maconha para autoconsumo. Ele acompanhou os policiais até o seu quarto, onde entregou voluntariamente o material apreendido. Não foram encontrados demais tipos de entorpecentes nem indicativos de venda em larga escala no local. A Polícia Civil registrou o material e seguirá com exames periciais.
Em depoimento, o rapaz confessou que o propósito da postagem era apenas angariar “likes” e visualizações em seu perfil. Segundo ele, a repercussão negativa e a visita inesperada dos agentes o levaram a remover o anúncio ainda na noite anterior à operação. No entanto, as autoridades já possuíam informação suficiente para embasar a ação civil.
O inquérito continuará em andamento para apurar responsabilidades e possíveis envolvimentos de terceiros. A Delegacia de Pirapozinho mantém sigilo sobre detalhes das investigações, mas reforçou o alerta sobre publicações que incentivem ou celebrem o uso de entorpecentes. O caso segue sob acompanhamento da Polícia Civil.








