
Família ascendendo simbolicamente após tragédia em Itacarambi (MG) (Foto: Instagram)
Um homem de 57 anos tirou a vida do próprio filho e da esposa e, em seguida, cometeu suicídio em Itacarambi (MG). O autor do crime, que apresentava histórico de transtornos psiquiátricos, ainda pediu ao neto de 8 anos que deixasse a casa antes de cometer o ato fatal. A investigação está a cargo da Polícia Civil, que busca esclarecer o que motivou o episódio na comunidade rural de Capim Vermelho, na madrugada da sexta-feira (14).
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O garoto, assustado, seguiu a orientação do avô, saiu pela porta dos fundos e correu até a casa de parentes que residem nas proximidades. Lá, encontrou acolhimento e segurança, sendo protegido até a chegada das autoridades. Não houve registro de ferimentos ou traumas físicos no neto, segundo depoimentos de familiares.
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Conforme explicou a Polícia Civil de Minas Gerais, o homem vinha enfrentando surtos psicóticos frequentes. Testemunhas e documentos iniciais indicam que ele teria tido um sonho em que o filho o matava, o que desencadeou a fúria contra os familiares ao acordar.
De acordo com a delegada Natália Moura Magalhães e Chagas, o agressor desferiu pauladas contra o filho, de 34 anos, até causar sua morte. A esposa, de 58 anos, presenciou a cena e foi esfaqueada logo em seguida. Ambos os corpos foram encontrados em quartos diferentes.
Vizinhos relataram ter ouvido gritos e barulhos vindos da casa por volta das 3h. A Polícia Militar compareceu ao imóvel e encontrou as duas vítimas e o autor já sem vida em outro cômodo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito das três pessoas.
A perícia da Polícia Civil realizou os levantamentos técnicos necessários no local. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a situação do menino, que segue sob os cuidados de familiares próximos. A Delegacia de Itacarambi ficará responsável por ouvir testemunhas e reunir provas para determinar com precisão a dinâmica dos fatos.
Especialistas lembram que o suicídio pode ser prevenido ao identificar sinais de alerta em si mesmo ou em quem está por perto. Em casos de necessidade, o CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio gratuito pelo telefone 188.
