Ataque ucraniano em grande escala atinge infraestrutura industrial em Samara

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Vista do complexo industrial em Samara, sudoeste da Rússia (Foto: Instagram)

Autoridades russas informaram que, neste sábado (15), um ataque ucraniano de grande envergadura atingiu instalações industriais na região de Samara, no sudoeste da Rússia. Ivan Noskov, chefe da administração regional, afirmou que as defesas aéreas repeliram um “massivo” lançamento de mísseis e que houve danos localizados em áreas produtivas da cidade. Ele acrescentou que assistência médica foi prestada aos feridos, sem detalhar quantos sofreram lesões.

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Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelenskyy declarou em rede social que as forças de Kiev atacaram o Centro de Progresso de Samara, ligado à agência espacial Roscosmos e responsável por tecnologia de foguetes e sistemas eletrônicos. Segundo ele, foram utilizados mísseis Flamingo produzidos internamente pela Ucrânia para atingir um alvo a cerca de 900 quilômetros da fronteira.

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Zelenskyy também afirmou que a base aérea russa de Savasleyka, localizada a aproximadamente 700 quilômetros da linha de frente, foi atingida. “A paz é necessária, e isso deve ser evidente na Rússia – através de danos concretos a instalações específicas”, escreveu o presidente ucraniano ao detalhar a operação.

A ofensiva acontece enquanto Kiev intensifica ataques de longo alcance contra a indústria militar e infraestruturas energéticas russas. O objetivo declarado é reduzir a capacidade de financiamento de Moscou para o conflito e ampliar o impacto interno da guerra, que já dura cinco anos. Embora a maioria das incursões ucranianas tenha alcance inferior a 200 quilômetros, as investidas a distâncias maiores aumentaram neste ano.

Dados do ACLED, monitor independente de conflitos, mostram que as forças ucranianas realizaram em julho três vezes mais ataques de longo alcance do que em janeiro. A repetição dessas ofensivas tem forçado o Exército russo a distribuir sistemas antiaéreos por uma área mais extensa do território, ampliando a necessidade de vigilância constante.

Também neste sábado, o Ministério da Defesa da Rússia informou ter abatido 598 drones ucranianos em 19 regiões do país, além de unidades interceptadas nos mares Negro e de Azov e na península da Crimeia, anexada por Moscou.

Este episódio marca mais um capítulo na escalada das operações aéreas entre Rússia e Ucrânia, refletindo a intensificação do confronto e a adaptação de ambos os lados em defesa de seus objetivos estratégicos.