
Imagem de funil de nuvem gera boato de furacão F5, mas não há alerta oficial no Sudeste (Foto: Instagram)
Não procede a circulação de mensagens que anunciam um mega furacão de categoria F5 atingindo o litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo nesta semana. Instituições como a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não registraram qualquer alerta sobre a formação de um ciclone dessa magnitude no Brasil. O próprio Inmet classificou o boato como falso.
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Publicações sobre a suposta tempestade ganharam força em perfis do Instagram e foram compartilhadas em grupos de WhatsApp, acumulando milhares de curtidas e comentários. Apesar de viralizarem, não há qualquer nota oficial que confirme a existência ou a aproximação de um furacão no território brasileiro. Especialistas ressaltam que boatos desse tipo tendem a se propagar rapidamente em redes sociais antes de qualquer checagem rigorosa.
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Na checagem de fato, o Inmet reforçou não haver sinais de um evento ciclônico com ventos intensos no Sudeste. Outros serviços de meteorologia, como MetSul e Climatempo, também descartaram a possibilidade de furacões no litoral do país. Dados oficiais apontam apenas situação de baixa umidade em algumas áreas do Centro-Oeste e previsão de chuva com trovoadas isoladas em pontos do Mato Grosso do Sul e da Região Sul. No Nordeste, são esperadas rajadas moderadas de vento, sem risco de formação de ciclones tropicais.
Os avisos reais do Inmet para o período concentram-se em condições comuns para o mês, sem qualquer menção a fenômenos extremos do tipo furacão. A instituição emitiu alertas sobre umidade abaixo dos níveis recomendados em Estados do Centro-Oeste, possibilidade de tempestades localizadas no Sul e ventos de até 60 km/h em algumas regiões do Nordeste. Essas são as únicas previsões oficiais válidas para os próximos dias.
Além de divulgar um alerta inexistente, o vídeo que circula nas redes mexe na classificação de fenômenos meteorológicos. A escala de furacões varia de categoria 1 a 5, de acordo com a intensidade sustentada dos ventos. Já os tornados, que usam a escala Enhanced Fujita (EF0 a EF5), avaliam principalmente os danos causados e não apenas a velocidade dos ventos. O termo “F5” pertence à antiga escala Fujita, abandonada oficialmente em 2007, e não se aplica a furacões.
Diante da falta de qualquer comunicado oficial, a recomendação dos órgãos é não compartilhar previsões meteorológicas sem confirmação. Para evitar desinformação, é fundamental buscar dados em fontes reconhecidas, como o Inmet, a WMO ou institutos de meteorologia credenciados, antes de repassar notícias sobre eventos climáticos extremos.
