
Iago Carlos da Silva, 24 anos, desaparecido no Catar após abordagem de agentes (Foto: Instagram)
O brasileiro Iago Carlos da Silva, de 24 anos, está sumido no Catar há quatro dias após relatar, por áudio, ter sido abordado por agentes em seu hotel. Preocupados com sua segurança, os parentes acionaram o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Doha, temendo que a detenção do jovem esteja relacionada à sua orientação sexual, já que o país criminaliza relações homoafetivas.
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Antes de desaparecer, Iago viajava pelo Catar depois de passar cerca de cinco meses na Polônia. Ele manteve contato com a família até sofrer a abordagem, quando perdeu todas as comunicações. A informação sobre o sumiço foi divulgada na quarta-feira (12), reforçando o receio de que ele tenha sido detido sem justificativa clara ou acesso a assistência consular.
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O episódio ganhou contornos mais graves a partir de um áudio desesperado enviado a um amigo, no qual Iago relata ter sido levado por agentes de segurança. Desde então, não houve resposta a novas mensagens ou ligações. A última localização fornecida pelo celular dele aponta para um departamento do Ministério do Interior ligado a investigações criminais, o que reforça os temores da família.
No gravação, o brasileiro manifesta apreensão: “Estão me deportando ou estão me prendendo? Não sei. Estão me tratando igual bicho. Meu celular está descarregando e eu não vou conseguir falar mais.” Essa mensagem, até agora, é o último registro de contato, o que aumenta a angústia dos parentes, que tentam confirmar se houve detenção formal e entender o motivo da abordagem.
A possibilidade de Iago ter sido detido por ser gay é levantada pelos familiares, mas ainda não há confirmação oficial. A legislação catariana pune as relações entre pessoas do mesmo sexo, o que deixa a família em alerta máximo. Até o momento não houve divulgação de posicionamento das autoridades locais ou do Itamaraty sobre o paradeiro exato do jovem.
Iago passou cerca de cinco meses na Polônia antes de seguir viagem a outros países, mantendo contato com amigos e parentes em boa parte do percurso. O trajeto, no entanto, foi interrompido ao chegar ao Catar. Diante do desaparecimento, o irmão dele, Everton, procurou o Ministério das Relações Exteriores em Brasília e também solicitou auxílio à Embaixada do Brasil em Doha. A família aguarda informações oficiais para confirmar onde Iago se encontra e os motivos de sua suposta detenção.
