
Três adolescentes desaparecem em Eunápolis e mobilizam buscas no extremo sul da Bahia (Foto: Instagram)
Três adolescentes sumiram em circunstâncias que mobilizam autoridades e familiares no extremo sul da Bahia. Larissa Ribeiro Ferreira e Érica Rodrigues dos Santos, ambas de 15 anos, e Maria Eduarda Santos Flores, de 17 anos, mantinham uma amizade próxima e desapareceram em Eunápolis nos dias 2 e 3 de fevereiro. A Polícia Civil passou a investigar os casos de forma integrada, dada a ligação entre as jovens e a proximidade dos locais onde foram vistas pela última vez.
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As famílias registraram boletins de ocorrência em Eunápolis, a cerca de 19 km do distrito de Vera Cruz, em Porto Seguro. Inicialmente, as investigações indicavam desaparecimentos isolados, mas logo surgiu a hipótese de envolvimento mútuo entre as amigas. Larissa, Érica e Maria Eduarda sumiram em horários distintos, o que acentuou as dúvidas sobre a sequência dos fatos e possíveis responsáveis.
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Durante as diligências, um rapaz de 20 anos – namorado de uma das garotas – foi detido sob suspeita de tráfico de drogas. A região de Vera Cruz é marcada por disputas territoriais entre facções, com pichações atribuídas ao Comando Vermelho em muros e paredes. Moradores relatam apreensão e pedem maior presença policial para conter o clima de violência que ronda o distrito, considerado estratégico na rota de grupos criminosos.
O delegado Manoel Vieira informou que, apesar da amizade entre Larissa, Érica e Maria Eduarda, cada caso ocorreu em momento diferente: duas foram raptadas na noite de domingo e a terceira, na manhã seguinte, dentro da casa do namorado no distrito de Vera Cruz. Durante as buscas, as forças de segurança localizaram e detiveram o homem, mas ainda não há indícios claros de um elo direto entre todos os desaparecimentos.
Em entrevista, a mãe de Larissa fez um apelo emocionado à população: “Onde minha filha estiver, que compartilhem para que alguém veja onde ela está, assim como as outras adolescentes. Peço a Deus que, onde elas estiverem, alguém entre em contato.” O delegado destacou que uma das linhas de investigação avalia possíveis conexões das meninas com o crime organizado e que depoimentos já mencionaram contatos prévios com integrantes de facções.
O pai de uma das jovens recebeu um áudio afirmando que a filha estaria morta, mas sem indicar local do corpo. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a morte de nenhuma das três e mantém as buscas ativas. Soma-se ao caso a informação de que Maria Eduarda, de 17 anos, está grávida, o que aumentou a angústia dos familiares e reforçou a urgência nas diligências para esclarecer a situação.








