
Representação de resistência: basta à violência contra a mulher (Foto: Instagram)
Uma mulher de 33 anos foi encontrada morta na noite de segunda-feira (10) em um imóvel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, vítima de agressão extrema. Segundo a Polícia Civil, Isabella Fonseca Barbosa apresentava múltiplas lesões pelo corpo e o rosto desfigurado. O principal suspeito é o namorado dela, João Pedro da Silva Barroso, de 28 anos, que confessou ter imobilizado a mulher com um “mata-leão”, espancado seu corpo e fraturado as pernas para impedir que ela fugisse.
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A corporação foi acionada por volta das 20h50 após denúncia de moradores da região. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constataram o óbito e encaminharam o corpo de Isabella ao Instituto Médico-Legal (IML) para perícia. No boletim de ocorrência, consta que a vítima estava caída no recuo de uma construção aparentemente abandonada quando as equipes chegaram ao local.
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O desfecho da ação policial se deu graças à atenção de um vigilante que patrulhava a área. Ele relatou ter presenciado uma discussão entre Isabella e um homem momentos antes do crime. Cerca de dez minutos após o desentendimento, percebeu o suspeito retornando sem a mulher e, desconfiado, saiu em busca da vítima, encontrando-a já sem vida e acionando imediatamente o resgate.
Durante as buscas, investigadores revisaram imagens de câmeras de segurança das proximidades, que comprovaram o casal caminhando lado a lado antes de o homem seguir sozinho. Identificado como João Pedro da Silva Barroso, o suspeito tentou fugir ao ver as equipes, mas foi detido em flagrante carregando o celular e a carteira de documentos de Isabella, além de um lençol que aparecia nos registros de vídeo.
Em depoimento ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), João Pedro admitiu mantiver um relacionamento com Isabella por cerca de um ano e detalhou a estratégia violenta: disse ter imobilizado a mulher com um golpe de estrangulamento, batido sua cabeça contra o chão várias vezes e quebrado suas pernas para evitar qualquer movimente. O homem afirmou ainda ter saído do sistema prisional apenas quatro dias antes, depois de cumprir pena por furto.
Preso em flagrante por feminicídio, João Pedro permanece custodiado enquanto a investigação segue no 27º Distrito Policial (Vila Mariana). A perícia oficial trabalha para confirmar com precisão as causas da morte e a dinâmica completa das agressões, e o caso deve ser remetido à Justiça na sequência.








