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Suspeitos pela morte do pequeno Gustavo descartaram celulares antes de serem presos


Casal preso por homicídio e tortura contra menino de 3 anos em Palmas (Foto: Instagram)

O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua companheira, Kathellen Moreira, são alvo de investigação pelo homicídio, tortura e violência sexual contra o menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, filho de Igor. Antes de serem detidos em Palmas (TO), o casal se desfez de seus celulares, medida que atrapalhou a perícia criminal. Eles cumprem prisão preventiva e podem responder também por fraude processual em razão do descarte dos aparelhos.

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Segundo o delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os dispositivos foram descartados no mesmo dia em que a criança morreu, enquanto o casal estava em um imóvel na região norte da capital tocantinense. A ausência dos aparelhos impediu o acesso a mensagens e a reconstituição dos últimos contatos e atividades dos suspeitos, prejudicando a coleta de provas para o inquérito policial.

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O corpo de Gustavo foi encontrado em uma cama, enrolado em um edredom, com hematomas pelo rosto. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a causa da morte foi hemorragia interna resultante de lesões abdominais, além de identificar sinais de violência sexual, traumatismo craniano e múltiplos ferimentos pelo corpo, caracterizando tortura.

A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, afirmou que, desde 2024, o garoto apresentava marcas de agressões e sintomas de sedação após as visitas ao pai. Vídeos entregues por ela à polícia mostram Gustavo recusando-se a ir para a casa de Igor, relatando ter sofrido agressões. Sabrina também obteve medidas protetivas contra o ex-companheiro devido a ameaças.

Igor e Kathellen foram presos preventivamente na madrugada de 6 de agosto. Ele está na Casa de Prisão Provisória de Palmas, e ela cumpre pena na Unidade Prisional Feminina. Ambos respondem por homicídio duplamente qualificado e tortura, enquanto Kathellen é investigada por omissão. A Polícia Civil considera incluir no inquérito o crime de fraude processual pelo descarte dos celulares.

Em nota à imprensa, a defesa do casal declarou que as acusações dependem de aprofundamento técnico e que as provas serão apresentadas em juízo, respeitando o contraditório e o devido processo legal.

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