
Banco Central estuda levar Pix para o mundo (Foto: Instagram)
O Banco Central estuda conectar o Pix, principal sistema de pagamentos instantâneos do país, a redes de transferência de outros países, criando alternativas para pagamentos e transferências internacionais. A proposta, ainda em fase de análise interna, tem como objetivo ampliar a oferta de serviços para usuários que realizam operações além das fronteiras brasileiras. Caso avançada, essa integração poderia posicionar o Pix como uma ferramenta global de pagamento, reduzindo a dependência de soluções tradicionais e acelerando a inclusão financeira de empresas e pessoas em diferentes mercados.
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Com a potencial conexão, as transferências entre países seriam feitas de forma mais rápida e barata, favorecendo brasileiros que precisam enviar ou receber recursos do exterior e turistas que visitam o Brasil. Além disso, empresas exportadoras e importadoras poderiam ganhar eficiência nos processos de faturamento e remessa. A expectativa é que a medida facilite intercâmbios comerciais e impulsione o uso de moedas locais em transações cotidianas, ao contrário das altas taxas cobradas atualmente por instituições financeiras tradicionais.
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O plano de atuação inclui estabelecer as bases técnicas para interoperabilidade entre o Pix e sistemas equivalentes adotados internacionalmente. Isso envolve definir padrões de comunicação, níveis de segurança e regras de governança compartilhadas entre autoridades monetárias de cada país. O estudo também abrange requisitos de compliance, como prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, para garantir que as transações cumpram as normas regulatórias de ambas as jurisdições.
Desde seu lançamento em novembro de 2020, o Pix revolucionou o mercado de pagamentos no Brasil, permitindo transferências instantâneas, 24 horas por dia e sete dias por semana. A ferramenta ganhou popularidade por sua praticidade, sendo responsável por bilhões de operações e se consolidando como uma das principais formas de movimentação de recursos no país. Agora, o Banco Central busca levar essa agilidade para um contexto transnacional.
Mesmo com o entusiasmo em torno da inovação, a integração do Pix com redes estrangeiras ainda não tem data para entrar em vigor. O Banco Central precisa concluir estudos de viabilidade técnica e operacional, além de negociar acordos bilaterais ou multilaterais com bancos centrais e provedores de pagamentos externos. Somente após a definição de protocolos de liquidação, limites de transação e eventuais tarifas será possível dar seguimento à implantação efetiva do projeto.
A exemplo de outras iniciativas internacionais, o Pix seguirá um cronograma que levará em conta a diversidade de sistemas regulatórios e infraestruturas locais. Até que toda a regulamentação seja aprovada e os testes sejam concluídos, os usuários continuarão a operar o serviço apenas dentro dos limites do Brasil. O Banco Central promete manter o mercado informado sobre avanços e possíveis novas funcionalidades por meio de comunicados oficiais.
