
Entidades portuárias pedem ação urgente para manter competitividade de Itajaí-Navegantes (Foto: Instagram)
Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, as principais entidades que representam terminais portuários privados e operadores de contêineres anunciaram que solicitarão uma reunião urgente com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e a Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba) — responsável pela administração dos portos de Santa Catarina. O encontro visa estabelecer, em caráter emergencial, um plano de ação para assegurar a navegabilidade, a previsibilidade operacional e a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí-Navegantes.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Em uma carta enviada nesta segunda-feira (10), a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), a Centronave e a Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop) alertam que as atuais dificuldades de acesso ao canal, ligadas à limitação de calado e às recentes restrições operacionais, estão prejudicando o fluxo de cargas e tornando o complexo menos competitivo frente a outros portos das regiões Sul e Sudeste. As entidades enfatizam a urgência de uma agenda conjunta com os órgãos federais.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Conforme destacam as assinaturas, as restrições de profundidade do canal de acesso, combinadas às novas diretrizes definidas pela Autoridade Marítima, reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das condições de navegabilidade. Além disso, as associações ressaltam a importância de preservar as cotas de calado previstas em projeto e de manter ampla transparência na divulgação dos dados operacionais, permitindo que armadores e operadores planejem suas escalas com maior segurança.
O canal de acesso de Itajaí e Navegantes enfrenta problemas recorrentes de assoreamento, o que tem levado empresas ligadas ao setor portuário e armadores a apontarem perdas de competitividade em relação a terminais concorrentes. Segundo esses agentes, as constantes reduções na profundidade útil inviabilizam o atracamento de navios de maior porte e elevam os custos logísticos, comprometendo rotas e prazos de entrega. O tema é apontado como uma das principais preocupações da comunidade portuária local.
Diante deste cenário, as entidades solicitam a adoção imediata de medidas corretivas, incluindo a realização de serviços de dragagem extraordinária e a implementação de um sistema de acompanhamento periódico do canal. Elas também pedem a elaboração de um cronograma de intervenções que evite novas interrupções e garanta a retomada plena das operações. Para as associações, ações rápidas são essenciais para mitigar impactos econômicos e assegurar a competitividade do complexo.
Por fim, a carta reforça que a continuidade do processo de concessão do canal de acesso é fundamental para viabilizar investimentos de maior porte, considerados estruturantes para a região. Entre as prioridades elencadas estão o aprofundamento definitivo do canal, a ampliação da bacia de evolução, a remoção do casco do navio Pallas — encalhado há anos no local — e a construção do novo molhe de Navegantes. Essas iniciativas, segundo as entidades, devem ser executadas em parceria com os órgãos federais e a Codeba.
