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Brad Pitt avalia que IA pode beneficiar produções de orçamento médio


Brad Pitt defende a IA para democratizar efeitos visuais em produções de porte médio (Foto: Instagram)

Em entrevista à Esquire, Brad Pitt defendeu que a aplicação de inteligência artificial no cinema pode se tornar uma valiosa ferramenta para longas com investimentos moderados, trazendo soluções mais acessíveis para efeitos visuais. Segundo o ator, que estampa a capa da revista, a incorporação de IA poderia reduzir custos e facilitar a realização de projetos com orçamentos entre US$ 40 milhões e US$ 90 milhões, faixas que frequentemente enfrentam limitações financeiras que afetam a qualidade final. Pitt destaca que, longe de substituir o talento humano, a tecnologia funcionaria como um aliado para viabilizar narrativas que, de outra forma, teriam dificuldades para conseguir o apoio de estúdios convencionais.

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O astro, conhecido por papéis emblemáticos ao longo de duas décadas, reforça que o medo em relação à IA muitas vezes se baseia em entendimentos equivocados, mas, se utilizada com critério, será crucial para ampliar o alcance de filmes de porte médio. Ele acredita que a automação em partes da produção, especialmente em computação gráfica e animação, poderá democratizar o acesso a recursos até então restritos a blockbusters. Conforme Pitt pontuou, o uso inteligente da IA deve garantir que a essência das cenas seja preservada, sem comprometer a visão criativa dos realizadores ou a experiência do público.

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Por outro lado, Brad Pitt aborda com ressalvas as questões que envolvem a criação de versões digitais de atores. Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma réplica sua gerada por IA atuar em filmes em que já participou, ele ponderou que tudo depende de quem controla a tecnologia e de como a história é conduzida. O artista frisou que, embora seja factível extrair performances virtuais, o resultado final pode divergir da intenção original, caso o processo criativo não seja supervisionado de forma criteriosa por profissionais que conheçam profundamente o material de origem.

Além disso, o ator comentou sobre procedimentos de escaneamento facial e corporal, prática que registra digitalmente as características de intérpretes para uso em efeitos visuais. Pitt revelou que, há mais de vinte anos, essa técnica faz parte de seu contrato, obrigando os estúdios a destruir as cópias de seus escaneamentos após a conclusão dos trabalhos. “Eu sempre fui um pouco paranóico em relação a isso”, admitiu, fazendo referência às raízes em Ozarks, região que lhe inspira cautela em relação ao uso indevido de sua imagem. Dessa forma, ele mantém o controle rigoroso sobre como suas digital twins são geradas e utilizadas.

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