
Casal condenado a mais de 233 anos por estuprar três filhos em Pontalina (GO) (Foto: Instagram)
Em Pontalina (GO), um casal foi condenado pelos estupros de três dos próprios filhos, com penas que somam mais de 233 anos de prisão. O pai recebeu 120 anos, 10 meses e 15 dias, e a mãe, 112 anos e 6 meses, conforme detalhou a advogada Tereza Nabarro, responsável pela ação. Nenhum dos dois teve os nomes divulgados pela Justiça. A sentença foi proferida na última quinta-feira (04).
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De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homem cometia os abusos, enquanto a mulher agia como omissa e intimidava as vítimas para que não revelassem os crimes. “Esses crimes aconteceram ao longo dos anos”, relatou a delegada responsável, apontando a reiterada conduta do pai e a cumplicidade da mãe. Duas das crianças denunciaram primeiro para proteger a irmã mais nova, que ainda estava sob a guarda dos pais.
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No dia da condenação, a Justiça decretou a prisão preventiva da mãe; ela ainda não havia sido detida, enquanto o pai já cumpria outro mandado. A medida cautelar foi tomada pela gravidade dos fatos e pelo risco de que ela pudesse interferir nas testemunhas ou tentar fugir.
A delegada esclareceu que se tratou de “estupro de vulnerável, com causa de aumento por prevalecer a condição de ascendente e pela continuidade delitiva”. Tereza Nabarro acrescentou que a decisão levou em conta a confiança violada pelas vítimas e a repetição dos crimes ao longo de muitos anos.
O processo aponta que os abusos começaram na infância das vítimas, e que a mãe omitiu denúncias anteriores sob ameaça direta aos filhos. As investigações revelaram que o casal se aproveitava do poder familiar para manter o silêncio das crianças, hoje adolescentes, que receberam suporte psicológico antes de formalizarem as queixas.
Especialistas ouvidos destacam que episódios de violência intrafamiliar requerem canais de denúncia eficazes e atendimento especializado às vítimas. Organizações de proteção à criança reforçam a urgência de políticas públicas de prevenção e apoio. O caso em Pontalina volta-se como alerta sobre a necessidade de combater o abuso sexual infantil em âmbito nacional.
