
Simon Levy, 40 anos, condenado por violência letal e sexual, chega ao tribunal em Londres. (Foto: Instagram)
Simon Levy, 40 anos, foi considerado culpado por dois homicídios, dois estupros, lesão corporal grave e asfixia intencional em julgamento realizado em Londres. As acusações detalham que ele cometeu uma série de crimes violentos enquanto estava em liberdade provisória após pagar fiança. O caso ganhou repercussão nacional ao expor falhas no sistema judicial, já que denúncias e indícios contra Levy não foram suficientes para mantê-lo preso e evitar novas tragédias. Entre as vítimas, duas mulheres foram mortas e outra sobreviveu aos ferimentos, evidenciando a gravidade das omissões das autoridades.
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De acordo com o processo, o primeiro ataque ocorreu em janeiro do ano passado, em um estacionamento na capital britânica. Levy teria estrangulado a vítima até ela perder a consciência e, em seguida, cometido o estupro, causando fratura da clavícula e diversos hematomas. Apesar do relato imediato à polícia e da identificação do endereço do suspeito pela mulher agredida, seu depoimento só foi formalizado depois que Levy já estava implicado nos homicídios de outras duas pessoas. A demora no andamento das investigações suscitou críticas de especialistas em segurança pública.
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Cerca de dois meses após o primeiro ataque, em 17 de março, o corpo de Carmenza Valencia Trujillo, de 54 anos, foi encontrado próximo a um edifício abandonado no conjunto habitacional Aylesbury Estate, em Peckham, sudeste de Londres. Mesmo incluído desde cedo como suspeito do crime, Levy continuou em liberdade enquanto as autoridades aprofundavam a apuração. A decisão judicial de mantê-lo em liberdade provisória permitiu que ele permanecesse solto até cometer a próxima violência letal.
A terceira vítima atribuída ao réu foi Sheryl Wilkins, de 39 anos, localizada morta em 24 de agosto nas imediações de uma loja da rede B&M, em Tottenham, no norte de Londres. O homicídio ocorreu apenas dois dias depois de Levy não comparecer a uma audiência no tribunal, fato que passou a compor a linha do tempo analisada pela acusação. A sequência de eventos reforça as críticas ao uso de fiança como medida cautelar em crimes de alta periculosidade.
Durante o julgamento, os promotores demonstraram que, além dos dois assassinatos, Levy era responsável por graves agressões sexuais. Ele foi condenado por duas acusações de estupro, dois de homicídio, uma de lesão corporal grave e outra de asfixia intencional. A leitura da sentença foi marcada para o dia 12 de agosto. Os jurados também foram informados sobre o histórico anterior do réu, evidenciando um padrão recorrente de violência.
O histórico criminal de Simon Levy inclui ataques sexuais a duas mulheres em 2018, prisão em 2021 e liberdade em 2023, quando retornou às investidas violentas. Neste ano, ele foi condenado por 11 acusações de agressão sexual em processo distinto. As vítimas envolviam dez jovens abordadas no metrô de Londres e um agente penitenciário agredido enquanto o réu estava detido em 2022. A combinação de antecedentes e falhas na concessão de fiança reacendeu o debate sobre restrições nas medidas cautelares.
