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Allos registra lucro líquido de R$ 294 milhões no 2º trimestre, alta anual de 57,7%


Daniella Guanabara, diretora Financeira e de Relações com Investidores da Allos (Foto: Instagram)

A Allos reportou lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre de 2026, representando um avanço de 57,7% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelo crescimento da receita com mídia em shoppings e pelo desenvolvimento imobiliário nas imediações dos empreendimentos. A companhia também conseguiu conter custos e despesas graças ao programa de ganho de eficiência implementado no ano passado, otimizando processos e reduzindo gastos operacionais.

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No trimestre, o Ebitda ajustado atingiu R$ 525,3 milhões, aumento de 10,5% na base anual, embora a margem tenha caído 0,7 ponto porcentual, para 71,7%. Já o FFO (funds from operations) somou R$ 340,8 milhões, alta de 12,0%, e a margem FFO subiu 0,1 ponto, chegando a 46,5%. A receita líquida consolidada foi de R$ 732,3 milhões, registrando incremento de 11,6%. “Estamos entregando resultados com muita consistência”, afirmou Daniella Guanabara, diretora Financeira e de Relações com Investidores.

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O destaque operacional ficou por conta da Hello, empresa de mídia em telas de shoppings e espaços comerciais. Em maio, o consórcio formado pela Helloo e pela Neooh venceu a licitação da Aena para explorar publicidade em telas de 17 aeroportos, incluindo o de Congonhas. Além disso, a Copa do Mundo ampliou a demanda por espaços publicitários, o que fez a receita de serviços crescer 39,6%, alcançando R$ 115,9 milhões no período.

Nas demais linhas de negócio, a receita de locação atingiu R$ 498,7 milhões, alta de 2,6%, enquanto a receita de estacionamento chegou a R$ 132,8 milhões, aumento de 6,2%. A rubrica “outras receitas”, que inclui as operações imobiliárias, chegou a R$ 30,9 milhões — seis vezes mais que no mesmo trimestre de 2025 — impulsionada pela assinatura de escrituras do projeto de lotes em Uberlândia (MG).

As despesas com vendas, gerais e administrativas recuaram 5,6%, ficando em R$ 105,8 milhões, reflexo direto do programa Simplifica Allos e da adoção de ferramentas de inteligência artificial para acelerar processos. Já o resultado financeiro, que é a diferença entre receitas e despesas financeiras, registrou despesa de R$ 108 milhões, 11,3% maior do que em 2025. Ao final de junho, a dívida líquida totalizava R$ 3,7 bilhões, com alavancagem de 1,7 vez.

No segmento de shoppings, as vendas brutas nas unidades da Allos somaram R$ 10,5 bilhões, crescimento de 3,4% na comparação anual. Excluindo o Shopping Tijuca — que sofreu sinistro —, o avanço teria sido de 4,6%. As vendas nas mesmas lojas cresceram 2,4% e os aluguéis nessas mesmas unidades avançaram 3,2%. A ocupação média foi de 96,2%, queda de 0,2 ponto porcentual, e a inadimplência líquida dos lojistas caiu para 1,4%, com redução de 0,5 ponto. “A demanda de lojistas continuou muito relevante, e notamos aceleração nas vendas após a Copa, especialmente com grandes estreias cinematográficas”, concluiu Daniella Guanabara.

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