
Mattia Maestri, de 13 anos, em estado vegetativo após infecção por E. coli em queijo de leite cru (Foto: Instagram)
Um jovem de 13 anos, Mattia Maestri, faleceu depois de passar quase uma década em estado vegetativo por complicações causadas por uma bactéria presente em um queijo de leite cru. Diagnosticado ainda criança, ele nunca recuperou a consciência e acabou sucumbindo às sequelas que se arrastaram por todo o período.
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O episódio teve início em 2017, quando Mattia, então com quatro anos, visitou a região do Trentino, no norte da Itália, e provou um queijo artesanal feito com leite cru. Poucos dias após o consumo, ele apresentou sintomas graves e foi diagnosticado com infecção pela Escherichia coli.
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A contaminação evoluiu para uma síndrome hemolítico-urêmica (SHU), quadro raro que gera insuficiência renal e afeta a circulação sanguínea, privando o cérebro de oxigênio. Em poucos dias, Mattia entrou em coma profundo e permaneceu sem respostas neurológicas até o dia de sua morte.
Investigadores italianos concluíram que a bactéria foi introduzida durante a coleta do leite, por falha na higienização dos equipamentos da queijaria. Dois responsáveis pelo estabelecimento foram condenados por lesões culposas, sentença mantida em instância superior. Com o falecimento de Mattia, o Ministério Público avalia a requalificação da acusação para homicídio.
Durante os nove anos em coma, o adolescente dependia de diversos medicamentos diários para controlar crises convulsivas. A complicação dos órgãos levou à perda total da visão. O pai, Giovanni Battista Maestri, transformou a dor em uma luta por conscientização, alertando famílias sobre os perigos do consumo de produtos lácteos não pasteurizados por crianças pequenas.
Após o falecimento do filho, Giovanni agradeceu o apoio recebido ao longo de todos os tratamentos e oficializou uma associação de consumidores voltada à segurança alimentar. Ele reivindica normas mais rígidas para a produção e comercialização de queijos e outros derivados feitos com leite cru destinados ao público infantil.
Especialistas italianos reforçam que determinadas cepas de E. coli representam risco elevado para grupos vulneráveis, especialmente crianças, idosos e imunocomprometidos. As autoridades sanitárias continuam a enfatizar a importância de medidas preventivas, fiscalização rigorosa e ampla orientação sobre os perigos associados ao consumo de leite cru.








