
Vendedora de bandeiras sul-americanas reflete clima de tensão diplomática (Foto: Instagram)
Na terça-feira, 4 de fevereiro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos explicou os fundamentos para cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Segundo a nota oficial, o governo americano vinha dialogando com o brasileiro há semanas e ofereceu diversas chances para solucionar pendências, mas acabou recorrendo à medida após sucessivos adiamentos por parte do Planalto.
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De acordo com o comunicado, a ação foi motivada pela demora na concessão do agrément — aval diplomático necessário — para que Daniel Baer Perez assuma o posto de embaixador dos EUA em Brasília. A ausência desse consentimento impediu a nomeação oficial e, para Washington, se tornou insustentável manter o visto da representante brasileira.
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O texto enfatiza que houve comunicação constante com o governo brasileiro e que todas as oportunidades de resolver o impasse foram oferecidas antes da revogação. “Ainda assim, eles continuaram adiando e criando obstáculos”, diz um trecho da declaração do Departamento de Estado, sem detalhar exatamente quais providências foram sugeridas.
A nota ressalta também que a medida não equivale a uma expulsão formal da diplomata. Caso Maria Luiza Ribeiro Viotti decida deixar o território americano, ela terá de solicitar um novo visto para retornar, caracterizando, segundo os EUA, a ação como puramente recíproca.
O posicionamento norte-americano é apresentado como parte da política “America First” defendida pelo presidente Donald Trump. A pasta afirma que, nesse modelo, o mandatário tem total prerrogativa de escolher quem representará os Estados Unidos no exterior, reforçando que a decisão faz parte de uma estratégia de reciprocidade diplomática.
Por fim, o governo americano informou que outras medidas ainda estão sob avaliação, sem especificar datas ou detalhes sobre possíveis retaliações adicionais. O Departamento de Estado deixou claro que permanece aberto ao diálogo com Brasília para normalizar a situação, mas atribui ao governo brasileiro a responsabilidade pelo impasse.








