
C&A registra lucro líquido ajustado recorde de R$ 130 mi no 2º tri (Foto: Instagram)
No segundo trimestre deste ano, a C&A alcançou um lucro líquido ajustado de R$ 130 milhões, representando um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a empresa, esse resultado foi o melhor já registrado para um segundo trimestre e elevou a margem líquida ajustada a 6,2%, ante 6,1% do ano anterior.
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O lucro líquido reportado totalizou R$ 177 milhões, queda de 11,2% frente aos R$ 200 milhões apurados no segundo trimestre de 2025. A companhia ressalta que essas variações foram impactadas por efeitos não recorrentes em cada período, refletindo itens extraordinários que alteraram o comparativo anual.
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O desempenho deste trimestre foi impulsionado pela reversão de provisão de aproximadamente R$ 80,7 milhões, decorrente da reavaliação do risco em créditos de PIS e Cofins. No segundo trimestre de 2025, por sua vez, houve o reconhecimento de R$ 154,3 milhões pela venda da carteira remanescente do Bradescard, contribuindo para o resultado não recorrente daquele período.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 435 milhões, apresentando retração de 0,6% na comparação anual, e a margem Ebitda ajustada caiu 0,4 ponto porcentual, para 20,9%. Apesar da ampliação da margem bruta, fatores como a desmobilização da operação de telefonia e o fim da parceria com o Bradescard pressionaram a diluição das despesas operacionais. A C&A afirma que, sem esses efeitos, teria ocorrido um leve incremento na margem do trimestre.
A receita líquida consolidada ficou em R$ 2,082 bilhões, alta de 1,2% sobre o segundo trimestre de 2025, enquanto a receita líquida de vestuário somou R$ 1,895 bilhão, crescimento anual de 5,6%. As vendas em mesmas lojas (SSS) nesse segmento subiram 4,1%, ainda que em uma base de comparação que registrou elevação de 17% no ano passado. A empresa atribui esses resultados à coleção de inverno, desenvolvida com base na estratégia de testes iniciada em 2025, mesmo diante do menor fluxo de clientes nas lojas durante a Copa do Mundo.
A margem bruta consolidada foi a 58,1%, expansão de 1,4 ponto percentual, e, no vestuário, chegou a 59,1%, com 20 trimestres consecutivos de alta. No canal digital, as vendas pelo site e aplicativo cresceram 33,3%, somando R$ 154,3 milhões e passando a representar 7,7% das vendas de mercadorias, avanço de 1,8 ponto percentual em um ano.
No resultado financeiro, o saldo líquido negativo foi de R$ 73,8 milhões, melhora de 15,3% ante os R$ 87,1 milhões negativos registrados em 2025. As despesas financeiras caíram 21,9%, para R$ 117 milhões, beneficiadas pela redução dos juros sobre empréstimos e pelo fim dos encargos do Bradescard. A dívida bruta encerrou junho em R$ 952 milhões, 26,2% abaixo do ano anterior, enquanto o caixa e equivalentes somaram R$ 782 milhões, resultando em caixa líquido de R$ 170 milhões, recuo de 40,6%. Os investimentos totalizaram R$ 119,6 milhões, alta de 6,6%, direcionados à expansão e modernização de lojas, à cadeia de suprimentos e a projetos de transformação digital, incluindo a inauguração de duas lojas no conceito Energia e a primeira unidade da marca esportiva ACE.
