UGT questiona extinção da ‘taxa das blusinhas’ por riscos a empregos formais

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Trabalhadores protestam contra a extinção da ‘taxa das blusinhas’ com cartazes e máscaras (Foto: Instagram)

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) divulgou em 2 de agosto de 2026 uma carta na qual se posiciona contrária à proposta de eliminar a ‘taxa das blusinhas’, contribuição incidente sobre peças de vestuário. A central sindical alerta que a medida, prevista na reforma tributária, pode colocar em risco a manutenção de vagas formais em diversos setores do país. Esses postos, segundo a UGT, são fundamentais para a economia local.

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No documento, a UGT destaca que essa taxa é crucial para compor a receita destinada a programas de capacitação profissional, segurança no ambiente de trabalho e financiamento de políticas de emprego. A carta salienta que a extinção da contribuição pode representar não apenas queda na arrecadação, mas também na estabilidade de milhares de postos formais e na oferta de proteções sociais.

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A central lembra que já havia defendido, anteriormente, a manutenção de instrumentos tributários que garantam a proteção dos direitos trabalhistas em um ambiente econômico incerto. Apesar das controvérsias em torno da medida, a UGT sustenta que a ‘taxa das blusinhas’ é estratégica para a formalização de trabalhadores e para a melhoria das condições de trabalho em setores como confeção e varejo.

O debate sobre a abolição da ‘taxa das blusinhas’ integra uma pauta mais ampla de reforma tributária que busca simplificar o sistema e estimular o crescimento econômico. Dirigentes da UGT, porém, advertem que eliminar essa contribuição sem avaliação aprofundada pode fragilizar a base de recursos voltada ao mercado de trabalho, prejudicar a economia nacional e comprometer o emprego justo e sustentável, especialmente na recuperação pós-pandemia.

Segundo a entidade, o montante arrecadado com a ‘taxa das blusinhas’ é fundamental para financiar iniciativas de capacitação, programas de segurança ocupacional e subsídios a empresas que mantêm altos índices de formalização. A UGT alerta que uma mudança precipitada e sem planejamento estratégico pode agravar a vulnerabilidade de pequenos e médios empreendimentos, ainda em processo de estabilização após os impactos da crise sanitária.

De olho no futuro, a UGT reforça a importância do diálogo com parlamentares e membros do Executivo para discutir alternativas que preservem vagas formais sem abrir mão da simplificação tributária. A central espera participar ativamente de debates nos próximos meses, apresentando propostas que conciliem justiça fiscal e proteção ao trabalhador em todo o território nacional.