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Estudo indica que idosos podem ingerir menos vitamina B12 do que precisam


Idosos reforçando a ingestão de vitamina B12: carnes, peixes e ovos em destaque (Foto: Instagram)

Um estudo recente chama atenção para o consumo inadequado de vitamina B12 por parte da população idosa. Segundo a pesquisa, esse nutriente é fundamental para o funcionamento do sistema nervoso e para a produção de glóbulos vermelhos, mas os valores recomendados hoje podem não refletir as reais necessidades dessa faixa etária.
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Os autores do levantamento apontam que, com o avanço da idade, a capacidade de absorção de vitamina B12 diminui e as diretrizes atuais de ingestão nem sempre contemplam essas alterações fisiológicas. Dessa forma, muitos idosos podem ficar abaixo do nível considerado ideal, comprometendo seu desempenho cognitivo e sua saúde geral.
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Por não sintetizar essa vitamina, o organismo precisa obtê-la pela alimentação. Carnes vermelhas, peixes, ovos e laticínios são as principais fontes de B12. Contudo, muitos idosos seguem dietas restritivas — muitas vezes por recomendação médica relacionada a condições cardiovasculares ou metabólicas — e acabam consumindo menos alimentos ricos no nutriente, o que eleva o risco de deficiência.

A carência de vitamina B12 pode desencadear anemia megaloblástica, caracterizada pela redução na produção de glóbulos vermelhos, além de provocar alterações neurológicas, como formigamento nas extremidades, confusão mental e perda de memória. Os sintomas podem ser sutis no início, mas agravam-se com o tempo, exigindo atenção de clínicos e geriatras para a detecção precoce dos níveis séricos de B12.

Especialistas recomendam que profissionais de saúde realizem exames periódicos em pacientes idosos e ajustem a dieta ou indiquem suplementação quando necessário. Além disso, a divulgação de orientações claras sobre a importância da vitamina B12 na terceira idade pode ser um passo decisivo para ampliar o conhecimento da população e reduzir complicações associadas à deficiência desse micronutriente.

Novas pesquisas são essenciais para definir protocolos de suplementação eficientes, considerando fatores como absorção reduzida e possíveis interações com medicamentos comuns em idosos. A longo prazo, essas investigações poderão embasar políticas públicas de nutrição e contribuir para uma melhor qualidade de vida na fase mais avançada da vida.

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