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Proprietário de parque aquático onde menino de 7 anos se afogou depõe à polícia


Arquivo: garoto em piscina recreativa antes do acidente fatal (Foto: Instagram)

O proprietário do parque aquático Via Park, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, onde o menino Bryan Henrique de Sousa, de 7 anos, se afogou, prestou depoimento à Polícia Civil. O acidente fatal ocorreu no último sábado (26) no bairro de Ouro Preto e levou à interdição imediata do complexo. A corporação investiga o caso para identificar responsabilidades e verificar se houve negligência nos procedimentos de segurança adotados pelos administradores.

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As diligências policiais incluem a oitiva não apenas do dono do parque, mas também de três salva-vidas que atuavam no local, além de dois funcionários da área administrativa. No decorrer da investigação, equipes analisam imagens captadas pelas câmeras de segurança instaladas no recinto e aguardam os laudos periciais realizados na piscina onde ocorreu o afogamento. A previsão é de que novas fases da apuração aconteçam nos próximos dias.

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Inspirada pela dor e buscado por respostas, Emilly Vitória de Souza, mãe de Bryan, revelou em entrevista ao SBT que acompanhava o filho durante toda a visita ao parque e que se afastou apenas por poucos minutos para ir ao banheiro. Ao retornar, deparou-se com a cena de resgate e revelou ter acreditado que a área de recreação era segura. Ela criticou a ausência de placas que indicassem a profundidade exata da piscina.

Emilly acrescentou que havia salva-vidas de plantão, mas acusou a equipe de não ter mantido vigilância adequada. “Tinha salva-vidas, mas estavam mexendo no celular. Quando foram socorrer meu filho já era tarde”, afirmou, emocionada. Segundo ela, foi somente ao ouvir comentários de outros frequentadores sobre o incidente que percebeu que a vítima retirada da água era justamente o filho.

O menino Bryan foi tirado da piscina por um outro visitante, pai de uma criança que também brincava no parque. Após o resgate feito por esse frequentador, o corpo da criança foi encaminhado com urgência à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabajara, onde recebeu procedimentos de ressuscitação, mas não resistiu e foi declarado morto pela equipe médica.

Em comunicado oficial, o Via Park manifestou profundo pesar pelo falecimento do menino e assegurou que os primeiros socorros foram prestados ainda nas dependências do local, antes do encaminhamento para a unidade hospitalar. A direção do parque informou que está em contato permanente com a família, oferecendo apoio psicológico e assistência jurídica, além de assegurar total colaboração com os trabalhos investigativos das autoridades competentes.

O desfecho dessa tragédia segue em apuração detalhada para esclarecer o que levou ao afogamento de Bryan e para identificar eventuais falhas nos protocolos de segurança e nos procedimentos de resgate. A Polícia Civil deve concluir a fase inicial de oitivas em breve e divulgar os resultados dos exames periciais que podem apontar responsabilidades criminais ou administrativas dos envolvidos.

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