Fundação Cacique Cobra Coral exige renovação de convênio após vendaval no Rio; entenda

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Árvore cai no Centro do Rio e destaca pedido de renovação do convênio da FCCC (Foto: Instagram)

A Fundação Cacique Cobra Coral voltou a ganhar destaque nas redes sociais após o vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na quarta-feira (29). Em publicação oficial, a instituição afirmou que o convênio assinado com a Prefeitura da capital permanece sem renovação por parte da atual gestão municipal. Na nota, a fundação sublinhou que a parceria já vinha sendo realizada sem custos ao município, mas que, apesar dos resultados apresentados em anos anteriores, ainda não obteve resposta do novo governo.

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No texto divulgado, a entidade classificou o temporal recente como apenas uma “amostra” dos eventos climáticos extremos previstos para os próximos meses. A fundação enfatizou que o convênio com o município é totalmente isento de ônus financeiro e reforçou o pedido de reativação imediata da cooperação. “O convênio da Prefeitura do Rio com a FCCC, que é totalmente isento de ônus financeiro, ainda não foi renovado com o novo prefeito do Rio”, destacou o comunicado, divulgando que aguarda posicionamento oficial.

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Segundo a própria organização, a Fundação Cacique Cobra Coral atua na intervenção de fenômenos meteorológicos valendo-se de técnicas espirituais e mediúnicas. De acordo com a instituição, seus rituais e sessões buscariam influenciar chuvas, secas, tempestades e outros eventos naturais, com o objetivo de minimizar impactos ambientais e proteger comunidades vulneráveis. A fundação afirma já ter aplicado essas práticas em diferentes situações tanto no Brasil quanto em outros países.

Embora a FCCC mantenha registros de projetos realizados, ainda não há comprovação científica de que métodos mediúnicos possam alterar o clima. Especialistas ouvidos no passado apontam para a necessidade de estudos rigorosos para validar tais alegações. Mesmo assim, a fundação garante ter firmado convênios e parcerias com órgãos públicos, empresas privadas e governos, apresentando relatórios que, segundo a organização, comprovam eficácia em casos de eventos extremos.

Historicamente, a fundação já se envolveu em diversas operações de assistência climática, incluindo ações voltadas à Argentina. Em 2024, a FCCC anunciou a suspensão de suas atividades naquele país como resposta direta à crise diplomática entre Brasil e Argentina, sem detalhar as circunstâncias internas que motivaram a decisão. Naquele episódio, o governo argentino teria questionado procedimentos adotados pela fundação, gerando impasse que levou à interrupção do convênio.

Até o momento, a Prefeitura do Rio de Janeiro não se manifestou oficialmente sobre a renovação do convênio citado pela Fundação Cacique Cobra Coral. As autoridades municipais informaram apenas que avaliam todos os contratos em vigor e que ainda não há previsão para liberação de novos acordos. Enquanto isso, a fundação mantém articulações para reativar a parceria, alegando que a continuidade do trabalho é essencial para enfrentar os desafios climáticos que, de acordo com meteorologistas, tendem a se intensificar nos próximos meses.