Empresário Vanderson Santana grava comemoração em obra que resultou em tragédia horas depois

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Empresário comemora obra embargada horas antes de tragédia em Cariacica (Foto: Instagram)

Poucas horas antes de o barranco ceder e soterrar quatro pessoas, o empresário Vanderson Santana, proprietário da Distribuidora Bombadassa, foi registrado em vídeo celebrando o andamento da obra. Nas imagens, ele surge animado, demonstrando confiança na construção que, mais tarde, se tornaria palco de um desastre fatal em Cariacica (ES).

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O desabamento ocorreu na tarde de sexta-feira (31), por volta das 14h37, no bairro Nova Rosa da Penha II, na Grande Vitória. A violenta queda de terra matou quatro pessoas, entre elas o próprio Vanderson. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas no local e descobriram o corpo do empresário durante as operações de resgate.

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Além de Santana, faleceram os pedreiros Ronival Moreira de Jesus, Ruan Moreira da Luz e Valdomiro Moreira de Jesus, todos familiares do empresário. Segundo relatos iniciais, o barranco onde eram feitas escavações desabou sobre o grupo, deixando sem chance de sobrevivência quem trabalhava naquele ponto da construção.

As equipes de resgate da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros permaneceram no local durante toda a tarde e parte da noite em busca de sobreviventes e na retirada de detritos. O trabalho intenso incluiu a utilização de equipamentos para remoção de terra e apoio psicológico às famílias das vítimas, que aguardavam angustiadas por notícias.

De acordo com a Prefeitura de Cariacica, a obra era particular e encontrava-se embargada há cerca de um ano por irregularidades apontadas na análise de segurança. O subsecretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Jhonatan Jantorno, explicou que a escavação provocou instabilidade no terreno e nos imóveis situados acima, que também foram interditados por oferecer risco iminente.

Após o deslizamento, a Defesa Civil interditou três construções: a distribuidora de bebidas, um galpão ao lado do estabelecimento e uma residência nos fundos do terreno. A administração municipal reforçou que já havia fiscalizado o local anteriormente, detectado falhas nas condições de segurança e determinado a paralisação dos trabalhos antes da tragédia, sem que o embargo fosse respeitado.