
Badarik González é acusado de assédio por auxiliar de cozinha em festival em Ipoema (MG) (Foto: Instagram)
Em entrevista ao programa Melhor da Tarde, exibido pela Band, Larissa, que trabalhou como auxiliar de cozinha no festival realizado em Ipoema, Minas Gerais, apresentou uma nova acusação de assédio contra Badarik González, ex-genro de Ana Maria Braga e ex-marido de Mariana Maffeis. Segundo o depoimento, ela começou a se sentir desconfortável com certos comentários feitos pelo empresário acerca de sua aparência, com o uso de apelidos e com atitudes de proximidade física que considerou impróprias para um ambiente profissional.
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De acordo com Larissa, o contato inicial com Badarik ocorreu apenas nos preparativos do evento, pois antes ela não o conhecia. Nos primeiros dias, ele parecia acessível e demonstrava habilidade na organização, orientando a equipe de alimentação, da qual ela fazia parte. Entretanto, ao perceber que nenhum outro integrante havia mantido vínculo anterior com ele, a auxiliar passou a desconfiar de suas intenções, uma vez que alguns gestos e provocações começaram a destoar do tom cordial inicial.
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No segundo dia de trabalho, Larissa conta que começou a receber comentários sobre seus traços físicos e que o empresário passou a chamá-la por um suposto apelido em sânscrito. Curiosa, ela consultou um colega e descobriu que a palavra significava “beleza”. Pouco depois, conforme o relato, Badarik fez alusões a crenças espirituais, dizendo que ela seria a reencarnação de sua esposa em outra dimensão. Esses comentários levaram Larissa a solicitar que fosse tratada apenas pelo nome.
Mesmo após o pedido, as atitudes de Badarik não cessaram. Larissa afirma que ele buscava aproximações físicas que não julgava necessárias ao trabalho, como toques nos ombros, na cintura e até nos cabelos. Ela relata que, em determinados momentos, ele pedia abraços sustentando uma narrativa espiritualizada e, em outros, criava uma postura de vítima, alegando sentir-se excluído pelo restante da equipe. Tais comportamentos acabaram sendo percebidos pela responsável pelo setor, identificada como Lila.
O empresário ainda colocava objetos pessoais próximos a Larissa para forçar o contato, segundo ela. Esse padrão de conduta, complementar às investidas físicas, gerou um clima de assédio psicológico, fazendo com que a auxiliar preferisse manter distância e evitasse qualquer interação desnecessária. Apesar de não ter sofrido agressão física, Larissa ressalta que os episódios provocaram desconforto constante, comprometendo seu rendimento e seu bem-estar durante todo o festival.
Essa nova denúncia soma-se a outras investigações envolvendo Badarik González, que já responde por importunação sexual e acusações de comportamento inadequado em eventos passados. A repercussão do caso reacende o debate sobre limites do convívio profissional e a importância de protocolos de segurança em festivais culturais. Até o momento, o empresário não se manifestou publicamente sobre as alegações feitas por Larissa ao programa Melhor da Tarde.
