
Vítimas da chacina em fazenda de Goiatuba: Jany Chaves, Nathan Campos e Beatriz Soares (Foto: Instagram)
Novos detalhes revelam a tensão que antecedeu a chacina ocorrida na noite de terça-feira (28) em uma fazenda de Goiatuba, no sul de Goiás, que matou três pessoas: Jany Chaves, de 29 anos; Beatriz Soares, de 27 anos; e Nathan Campos, de 35 anos. De acordo com a investigação, o principal suspeito, Luciano Sena, de 43 anos, fez uma ligação para a mãe de Jany e avisou que a filha seria assassinada naquele dia, instantes antes de cometer os homicídios.
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Em entrevista à TV Anhanguera, Maria Raimunda Barbosa Souza contou que inicialmente acreditou que a ligação vinha de Jany. Quando percebendo tratar-se de Luciano, ele teria dito: “Você sabia que a sua filha vai morrer?”. Abalada, a mãe respondeu: “Que isso? Pelo amor de Deus”. A ligação, segundo ela, ocorreu pouco antes dos disparos que tiraram a vida das três vítimas.
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A tia de Jany, Erlane Magda Barbosa, também foi contatada pelo suspeito e tentou demovê-lo da ideia homicida. Luciano respondeu de forma ameaçadora: “Eu não vou deixar. Ela vai morrer hoje. Pode se preparar para o velório. Eu já matei dois lá atrás. Para eu tirar a vida dela, é daqui para ali”. Durante a conversa, dizia-se que era possível ouvir Jany ao fundo, suplicando: “Me perdoa, mãe, eu te amo”. Em seguida, Luciano avisou que mataria a jovem e depois tiraria a própria vida.
Na avaliação da Polícia Civil, a motivação para os assassinatos está ligada ao ciúmes. As primeiras apurações indicam que Luciano mantinha um relacionamento com uma das vítimas e, ao encontrar a companheira na fazenda acompanhada de Jany e Nathan, reagiu violentamente. O inquérito instaurado deve aprofundar as razões que levaram ao triplo homicídio.
Após cometer os crimes, o suspeito tentou suicídio com um disparo contra o próprio corpo. Ele foi socorrido às pressas, passou por cirurgia e permaneceu internado sob escolta policial. Assim que recebeu alta dos procedimentos médicos, Luciano foi mantido no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugol), onde segue sob vigilância.
Equipes da Delegacia de Polícia de Goiatuba realizaram os primeiros levantamentos e acompanharam o trabalho da perícia na fazenda. Os laudos técnicos e os depoimentos dos familiares e testemunhas estão sendo analisados para reconstruir o que ocorreu na noite do crime. A Polícia Civil informou que a investigação segue em curso até o encerramento do inquérito.
