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Família afirma que brasileiro preso por matar ex-namorada nos EUA buscava green card


Júlia Lima, 21, morta por suspeito que mirava green card via casamento (Foto: Instagram)

A família de Júlia Lima, de 21 anos, declarou que o suspeito do crime, o brasileiro Willian Rosa Do’Amaral, de 26 anos, teria o objetivo de obter o green card por meio de casamento com a jovem. Ela foi encontrada morta após ser atingida por disparos atribuídos a Willian na Flórida, onde ele atualmente aguarda o andamento das investigações.

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Willian se apresentou voluntariamente na manhã de segunda-feira (27) ao Departamento de Polícia do Condado de Lee, na Flórida. Autuado por homicídio em segundo grau, o engenheiro permanece detido em uma cela local. Poucas horas antes de se entregar, ele gravou um vídeo em que admite a autoria do crime e se dirige diretamente a amigos e parentes.

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Júlia tinha dupla nacionalidade: nascida nos Estados Unidos de pais baianos, passou parte da infância e adolescência em Salvador, onde cursou o ensino médio. Segundo o avô materno, Luiz Carlos Gantois Santos, ela programava uma viagem à Bahia nas próximas semanas para visitar parentes e realizar um tratamento odontológico que já havia sido agendado.

Em entrevista ao g1, Luiz Carlos afirmou que o relacionamento entre sua neta e Willian durou cerca de três meses. “O interesse dele era ganhar o green card. Como ela era americana, ele queria casar com ela para conseguir a cidadania”, relatou o avô. Ainda de acordo com o familiar, Júlia encerrou o namoro ao perceber as intenções do suspeito.

O crime teria ocorrido na manhã do dia 24. A família conta que Júlia participou de uma festa com amigos em outra cidade da Flórida e passou a noite na casa de um conhecido. Ao saber que seu carro fora encontrado danificado no estacionamento do condomínio, ela desceu para checar o veículo e foi surpreendida por Willian, que a esperava na escadaria e disparou duas vezes contra ela.

Após efetuar os tiros, Willian deixou o local, mas acabou se apresentando mais tarde à polícia. O vídeo de confissão, que viralizou em redes sociais, mostra o engenheiro dizendo: “Tô me entregando aqui, irmão, beleza? Tô me entregando”, antes de ser algemado pelos agentes.

O Departamento de Polícia de Fort Myers informou que as investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica e a motivação do homicídio. Em nota oficial, a corporação expressou suas condolências à família de Júlia e ressaltou o compromisso em reunir provas e testemunhos para elucidar o caso.

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