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Como funciona o Alerta Amber Brasil após desaparecimento de menino autista


Buscas por João Gabriel, 5, mobilizam equipe especializada em Araucária (Foto: Instagram)

Na segunda-feira (27), o Alerta Amber Brasil foi ativado após João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos, desaparecer em uma área rural de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Autista e não verbal, o menino foi visto pela última vez no domingo (26), quando saiu para ir ao banheiro na propriedade onde estava com familiares. A ativação foi solicitada pela Delegacia de Polícia local após avaliação do risco, reunindo bombeiros, policiais, guardas municipais e voluntários em uma força-tarefa de buscas.

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O sistema, fruto de parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Meta, utiliza Facebook e Instagram para ampliar a divulgação. Em poucos minutos, uma notificação com foto, nome, características físicas e orientações de busca é enviada a usuários num raio de até 160 quilômetros do ponto de desaparecimento, incentivando a população a repassar pistas diretamente às autoridades.

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A ferramenta brasileira de Alerta Amber, inspirada no modelo internacional, é acionada somente em casos de risco iminente à vida ou integridade física de crianças e adolescentes. As autoridades avaliam critérios como suspeita de sequestro, rapto, evidências de transferência de veículo suspeito ou outras circunstâncias que indiquem alto grau de vulnerabilidade.

Depois de ativado, o alerta permanece ativo por até 24 horas ou até que a criança seja localizada. Além de alcançar rapidamente as redes sociais, as informações são disponibilizadas no portal oficial do Amber Alert Brasil, com detalhes complementares como mapas da área, telefones de contato e orientações de segurança para quem encontrar o desaparecido.

No caso de João Gabriel, aproximadamente 150 pessoas participam das buscas, que envolvem helicóptero, drones com câmera térmica, cães farejadores, mergulhadores em açudes e equipes terrestres. Agentes ambientais e voluntários treinados em buscas em mata fechada atuam em turnos, com apoio logístico para manter operações contínuas em diferentes setores da região rural.

Considerando a condição de autismo não verbal de João Gabriel, as equipes adotam protocolos que minimizam estímulos sonoros e visuais. São usados sinais acústicos de baixa intensidade, marcações leves em terreno e comunicação visual discreta, evitando buzinas ou movimentos bruscos que possam assustar a criança e dificultar sua localização.

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