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Governo Trump comanda missão para analisar segurança das urnas eletrônicas no Brasil


Enviado americano avalia segurança de urnas eletrônicas no Brasil (Foto: Instagram)

O governo dos Estados Unidos anunciou o envio de dois representantes do Departamento de Estado ao Brasil com o objetivo de avaliar a segurança e a transparência das urnas eletrônicas brasileiras antes das eleições de 2026. A iniciativa, antecipada pelo jornal The Washington Post em 25 de julho de 2026, gera apreensão em Brasília, que teme possível interferência externa no processo eleitoral.
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Segundo a publicação americana, autoridades de ambos os países confirmaram a missão, mas evitam detalhar a agenda oficial ou os representantes locais que receberão os enviados. No Planalto, a chegada da equipe é vista como um risco à soberania e à lisura do pleito, embora o governo americano afirme tratar-se apenas de um esforço colaborativo.
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A delegação será chefiada por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto, ambos indicados por Donald Trump e conhecidos por participarem de iniciativas conservadoras em pelo menos outros dois países. O Departamento de Estado confirmou que os dois diplomatas chegam ao Brasil na próxima semana, mas não adiantou compromisso oficial ou medidas que pretendem implementar durante a estada em Brasília.

De acordo com o The Washington Post, o propósito principal é revisar o funcionamento do sistema de votação eletrônico às vésperas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026. Fontes anônimas do governo brasileiro ouvidas pelo jornal acreditam que os americanos poderão se reunir também com críticos das urnas para preparar um relatório externo sobre o processo eleitoral nacional.

O episódio ocorre poucos dias depois de o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionar, em encontro com diplomatas estrangeiros em Brasília, a origem dos equipamentos usados nas eleições. Na ocasião, Flávio afirmou que as urnas foram fornecidas pela empresa Smartmatic, que atuou em pleitos na Venezuela, e citou um suposto relatório da CIA sobre riscos de interferência venezuelana em sistemas eletrônicos.

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou que a Smartmatic nunca forneceu urnas nem software ao Brasil, tendo prestado apenas serviços de treinamento técnico e conexão de dados. O tribunal reforçou que o desenvolvimento, a fabricação e a administração do sistema de votação são atribuições exclusivas da Justiça Eleitoral. Também destacou que o documento da CIA mencionado pelo senador trata apenas da Venezuela e não aponta provas de fraude em larga escala nem capacidade de alterar resultados em outros países.

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