
Oruam segue em tratamento contra tuberculose mesmo foragido (Foto: Instagram)
O advogado de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o rapper Oruam, informou que o artista permanece em tratamento contra tuberculose após o diagnóstico confirmado em junho deste ano. Desde fevereiro, quando se tornou foragido da Justiça, Oruam continua recebendo cuidados médicos e acompanhamento de familiares, de acordo com a defesa. A condição de saúde do cantor tem sido monitorada, mesmo com sua saída das mãos das autoridades.
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A equipe jurídica reiterou que Oruam reportou perda de peso significativa e tosse crônica, mas reforçou que ele está sob supervisão constante. Em declaração oficial, o advogado destacou o empenho dos familiares e profissionais de saúde no tratamento do artista, garantindo que ele tem o suporte necessário para enfrentar a doença e cumprir as recomendações médicas.
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Em junho, os defensores de Oruam apresentaram ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro um pedido de revogação da prisão preventiva, alegando que o cantor enfrentava “quadro de saúde gravíssimo”. Na petição, constava que o rapper perdeu cerca de cinco quilos, sofria de lesões pulmonares e havia desenvolvido sarcopenia, doença que provoca a degeneração da massa muscular e da força física. Contudo, o pleito foi rejeitado pela Justiça.
A decisão que manteve a prisão preventiva foi assinada pela juíza Tula Corrêa de Mello, que ressaltou o descumprimento, por parte de Oruam, de medidas cautelares definidas anteriormente. Entre as infrações, está a violação da tornozeleira eletrônica, o que levou o magistrado a decretar novamente a prisão preventiva do rapper, mantendo-se o mandado de prisão em aberto.
O processo criminal contra Oruam decorre de ocorrência registrada em 21 de julho de 2025. Naquela data, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam mandado de busca e apreensão na antiga casa do cantor, no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, Oruam e outras pessoas teriam jogado pedras contra a viatura que transportava um adolescente alvo do mandado, situação registrada por câmeras e anexada ao inquérito.
Dias após o episódio, o rapper se entregou à polícia e chegou a ficar cerca de 50 dias preso no Complexo de Gericinó, em Bangu. Após esse período, sua prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Como o monitoramento foi rompido, a Justiça restabeleceu a prisão preventiva de Oruam, que segue foragido enquanto aguarda nova audiência para responder pela tentativa de homicídio contra policiais.
