
Em saída temporária em 2021, Elize Matsunaga segura cartaz em homenagem à filha (Foto: Instagram)
O lançamento do filme “Elize: Sombras de Uma Mulher”, em julho de 2026, na Netflix, reacendeu o interesse pela trajetória de Helena, única filha de Elize Matsunaga e do empresário Marcos Kitano Matsunaga. A produção revisita o assassinato de Marcos, ocorrido em 2012, e destaca que a adolescente, agora com 16 anos, vive com os avós paternos, Mitsuo e Misako Matsunaga. Desde a condenação de Elize, em 2016, Helena não mantém contato direto com a mãe, decisão determinada pela Justiça para resguardar o bem-estar da jovem.
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Após o julgamento de Elize, quando Helena tinha apenas quatro anos, os avós paternos assumiram oficialmente sua guarda. De acordo com o livro “Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido”, escrito pelo jornalista Ullisses Campbell, a família chegou a tentar retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da neta, mas esbarrou em restrições legais. Atualmente, qualquer aproximação entre mãe e filha depende de autorização judicial, que avalia riscos emocionais e psicológicos para a adolescente.
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Durante o cumprimento da pena, Elize manteve contato indireto com a filha por meio de cartas detalhadas, em que expressa remorso e tenta reconstruir sua narrativa dos fatos. No livro “Piquenique no Inferno”, lançado posteriormente, ela afirma: “Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável.” A obra também revela o desejo de Elize de pedir desculpas e restabelecer laços afetivos, apesar das barreiras impostas pela Justiça.
Em 2021, durante uma saída temporária da prisão, Elize foi vista segurando um cartaz com a mensagem “Minha filha, te amarei além da vida.” O momento foi capturado por equipes de imprensa que acompanharam sua saída. Desde 2022, ela cumpre pena em regime aberto, condição que permite certa liberdade de deslocamento, mas continua proibida de contato presencial com Helena, segundo determinação judicial que visa proteger a adolescente.
Conforme relatos de Ullisses Campbell, quando completou 14 anos, Helena expressou o desejo de rever a mãe e compreender sua versão dos acontecimentos. No entanto, os avós paternos defendem que a própria adolescente deve decidir se quer retomar o relacionamento apenas após atingir a maioridade. “Ela com 18 anos faz o que quiser da vida. Se quiser ver a mãe, ela vai”, afirmou Mitsuo Matsunaga, ressaltando a autonomia que pretendem garantir à neta no futuro.
O crime que abalou o país ocorreu em maio de 2012, na Zona Oeste de São Paulo, quando Marcos foi morto com um tiro dentro do apartamento em que vivia. Logo depois, o corpo foi esquartejado, e partes foram encontradas dias depois em uma área de Cotia, na Grande São Paulo. No julgamento de 2016, o tribunal condenou Elize a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A defesa alegou que o homicídio teria ocorrido após agressões sofridas por Elize, mas o juiz entendeu que houve planejamento na execução.
