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Trump opina sobre PCC e CV e diz que Brasil é “meio desagradável”


Donald Trump na cúpula do G7: diálogo com Lula e críticas ao Brasil (Foto: Instagram)

Durante a cúpula do G7, na França, nesta quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter passado boa parte do tempo ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva e descreveu o Brasil como “meio desagradável” no âmbito político. Ele mencionou que discutiu temas importantes com o líder brasileiro, mas preferiu não revelar o teor dessas conversas, classificando o país como alguém que enfrenta desafios sérios em sua dinâmica interna.

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Ao ser questionado pela repórter Bianca Rothier, da TV Globo, sobre o combate ao crime organizado e a possibilidade de facções brasileiras, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), serem enquadradas pelos EUA como grupos terroristas, Trump disse que dedicou um tempo considerável ao diálogo com Lula, mas preferiu não entrar em detalhes. Indagado também sobre recentes medidas tarifárias adotadas por Washington contra o Brasil, o presidente norte-americano afirmou que abordou diversos assuntos, mas não especificou se tratou de comércio, diplomacia ou segurança pública.

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Ainda durante as declarações, Trump comentou a respeito da família de Jair Bolsonaro, sustendo equivocadamente que um dos filhos do ex-presidente teria sido preso. “Ouvi dizer que prenderam ‘Bolsonaro Jr.’, que estava indo bem nas pesquisas”, afirmou ele, sem distinguir se se referia a Eduardo ou Flávio Bolsonaro, ambos com papéis diferentes na política nacional. A fala foi interpretada como confusão entre os dois herdeiros políticos na disputa eleitoral.

Em seguida, o presidente dos EUA traçou um paralelo entre o ambiente político brasileiro e o americano, destacando que, embora o Brasil vivencie disputas intensas e polarizadas, as eleições nos Estados Unidos seriam ainda mais acirradas. Segundo Trump, a arena política norte-americana é “muito mais competitiva” e marcada por debates ainda mais ferozes entre os candidatos dos principais partidos.

Trump também voltou a defender a postura adotada pelos Estados Unidos em relação ao Irã, classificando o governo de Teerã como uma ameaça significativa em razão de seu programa nuclear. Ele argumentou que, caso o Irã conseguisse desenvolver armamentos atômicos, poderia causar graves instabilidades no Oriente Médio, justificando assim as ações militares coordenadas com Israel durante o recente conflito com o regime iraniano.

Por fim, o republicano destacou o acordo firmado no início da semana em torno do programa nuclear iraniano, apontando-o como um passo importante para negociações mais amplas no futuro. De acordo com Trump, o pacto prevê que o Irã renuncie à busca, aquisição ou produção de armas nucleares, e ele garantiu que as autoridades iranianas demonstraram uma postura adequada nas últimas semanas, sinalizando avanços no diálogo bilateral.

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