
Polícia investiga sumiço de GoPro após morte de jovem em rope jump (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo investiga o desaparecimento de uma câmera GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, quando ela morreu durante um salto de rope jump em Limeira. O equipamento, preso ao corpo da jovem, pode revelar detalhes cruciais sobre a dinâmica do acidente, ocorrido ao ser lançada de uma plataforma de cerca de 40 metros sem estar amarrada.
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De acordo com a delegada Andrea Dantas Levy, imagens obtidas por diferentes ângulos apontam que a vítima utilizava a GoPro acoplada à cabeça ou ao tronco no momento da queda. No entanto, quando equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local para atendimento, não encontraram o dispositivo, que sumiu logo após a tragédia.
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Conforme o boletim de ocorrência, seis pessoas envolvidas na atividade foram ouvidas: três instrutores detidos em flagrante e outras três ligadas à organização do salto. Todos asseguraram desconhecer o paradeiro da câmera, o que dificulta o acesso a registros que podem comprovar as circunstâncias do incidente.
Os investigadores acreditam que a recuperação da GoPro permitiria ouvir os diálogos entre a jovem e os instrutores, além de verificar se foram fornecidas instruções de segurança claras e se houve adoção correta dos protocolos. As imagens podem indicar eventuais falhas ou negligências que contribuíram para o desfecho fatal.
A repercussão do caso aumentou após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram o momento em que Maria Eduarda é erguida por três instrutores na chamada Ponte do Esqueleto e lançada sem estar conectada às cordas de proteção. Em seguida, ela despenca livremente por cerca de 40 metros, sofrendo ferimentos incompatíveis com a vida.
O acidente também impactou testemunhas: um amigo da vítima que presenciou a queda apresentou forte abalo emocional e precisou de internação para tratar o choque. Familiares acompanham de perto as investigações em busca de respostas e de responsabilização dos envolvidos.
Os três instrutores foram denunciados por homicídio com dolo eventual — quando há assunção de risco de produzir a morte — e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. Eles permanecerão detidos enquanto o inquérito apura a responsabilidade de cada um.
A Polícia Civil segue reunindo provas, colhendo depoimentos complementares e analisando imagens já obtidas. A corporação não informou se realizará novas diligências específicas para localizar a GoPro, mas mantém a prioridade na busca pelo equipamento para concluir o esclarecimento do ocorrido.
