
Local onde Átila Yuri dos Santos foi morto após suposto ataque ao padrasto em Mato Grosso (Foto: Instagram)
A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao policial penal Jeremias Emerson de Matos, de 50 anos, que estava preso em flagrante após disparar contra o enteado, Átila Yuri dos Santos, de 21 anos, e matá-lo com um tiro na cabeça. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada na quinta-feira (11) e levou em conta indícios iniciais de legítima defesa, além da ausência de antecedentes criminais do investigado.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Ele havia sido detido na quarta-feira (10), suspeito de efetuar o disparo fatal no interior da residência da família, em Mato Grosso. Na avaliação da juíza responsável, os elementos preliminares indicam que o agente agiu para se proteger de uma ameaça, e não se vislumbra risco concreto ao interesse público ou prejuízo ao curso das investigações.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Conforme o relato do policial e da companheira, Claudineia Dias da Silva, mãe da vítima, o conflito teve início após um desentendimento sobre uma motocicleta que Átila teria danificado no dia anterior. Preocupado, Matos foi até a casa da mulher para dialogar sobre o incidente, mas a conversa se transformou em discussão acalorada.
Segundo os depoimentos prestados, o jovem estaria armado com uma faca e teria adotado postura agressiva durante o confronto. O policial afirmou ter disparado uma primeira vez para conter a ameaça sem atingir ninguém, mas, ao perceber que Átila continuava avançando, efetuou um segundo tiro que atingiu o enteado na cabeça.
Claudineia informou às autoridades que o filho consumiu bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes antes do ocorrido, apresentando comportamento errático. Ela também relatou que Átila costumava portar a faca e, em estado de descontrole, havia danificado a motocicleta da própria avó na residência.
Para justificar a liberdade provisória, a magistrada ressaltou que Matos permaneceu no local após o disparo, acionou os serviços de emergência e colaborou com as equipes de socorro. Além disso, destacou-se que o investigado não possui antecedentes criminais e não há indícios de que ele possa comprometer a apuração dos fatos ou tentar se evadir.
Apesar de estar em liberdade, o policial penal deverá cumprir medidas cautelares durante o trâmite do inquérito, como a entrega imediata da arma usada no crime, a comunicação prévia de qualquer mudança de endereço e a obrigatoriedade de comparecimento sempre que convocado pelas autoridades competentes. O processo segue sob investigação da Polícia Civil.








